Escolher escolas de medicina chinesa em Portugal
Muitos poderão olhar para este texto como um ataque às suas escolas de medicina chinesa. Em várias ocasiões até poderá se-lo. No entanto, pretendo mostrar aos diferentes leitores as diferentes escolas de medicina chinesa e medicina chinesa e os problemas que se colocam em algumas delas. Antes de escrever este texto debati-me com uma interrogação moral entre não escrever para não afetar outras escolas ou escreve-lo e dar a minha opinião (mais fundamentada do que muitas pessoas gostariam de admitir) acerca dos diferentes cursos de medicina chinesa. Acima de tudo existe a necessidade de discutir abertamente todos os factos presentes. Não pretendo com o meu artigo mostrar a realidade objectiva a 100%. Acho que ninguém o conseguiria fazer. No entanto pretendo apresentar o meu ponto de vista. Uma coisa posso garantir: as minhas afirmações serão sempre fundamentadas.
Este é um assunto que gera imensas polémicas. Muitos alunos do secundário procuram nos fóruns, informações sobre as diferentes escolas de medicina chinesa e conselhos acerca das mesmas. As minhas posições relativamente a este assunto não são muito populares. Mais não seja pelas criticas constante que faço aos cursos de fim de semana. Apesar destas discussões acabarem por focar principalmente a APA-DA, na realidade, elas são dirigidas a todos os cursos de fim de semana no geral. A APA-DA acaba por ser a escola mais referenciada pelo facto de ter mais alunos, ser a mais conhecida do grande público e de ter alunos mais participativos nos diferentes fóruns.
Este artigo versa sobre estas discussões. Versa igualmente sobre os critérios que creio serem os mais importantes para um aluno escolher escolas de medicina chinesa. Podemos dividir este artigo em 3 partes: (1) contexto em que se encontra o ensino e prática da acupuntura, (2) critérios para escolher escolas fundamentados no contexto atual e, finalmente, (3) resposta a algumas críticas relativamente aos meus pontos de vista.
Escolas de medicina chinesa na atualidade nacional
Em Portugal a acupuntura não se encontra regulamentada. Em termos práticos isto significa que qualquer pessoa se pode afirmar como acupuntor, qualquer pessoa pode ministrar cursos de acupuntura independentemente da sua qualidade e qualquer pessoa pode dizer o que bem lhe apetecer, tanto acerca do seu sucesso clínico como acerca da qualidade dos seus cursos.
A ausência de regulamentação que credibilize os profissionais e separe o trigo do joio, a ausência de leis que diferenciem os cursos realmente válidos daqueles que não reúnem condições para o ensino e o marketing inerente a qualquer escola de acupuntura que procure ter alunos para sobreviver associada ao facto de não existirem órgãos independentes que avaliem os profissionais de forma independente faz com que qualquer escola ou qualquer profissional seja o melhor do mundo sem na realidade ter de dar provas para tal.
Um curso superior de saúde homolgado implica já por si a qualidade suficiente para poder formar profissionais. Isso significa que existe uma profissão regulamentada e cursos devidamente credenciados pelos ministérios responsáveis. A Acupuntura apresenta imensos cursos mas nenhum deles se encontra homolgado, logo, qualquer pessoa interessada nos mesmos não saberá como escolhe-los.
A publicidade inerente ao curso está sancionada por códigos deontológicos estritos: por exemplo, muito dificilmente veremos uma Universidade Portuguesa apresentar os seus cursos para o grande público como os melhores de Portugal ou da Europa. No entanto isto acontece na Acupuntura. Para tal basta visitar a página Web da APA-DA, onde é afirmado:
“É um dos cursos mais completo existente em toda a Europa.(1)“
Os Acupuntores, uma vez terminado o curso, trabalham sozinhos ou então como assistentes de outros acupuntores que tiraram o curso na mesma escola. Ao contrário das outras profissões de saúde, onde os diferentes serviços servem para avaliar a qualidade dos profissionais, a acupuntura resume-se a meia dúzia de feudos. Por exemplo, os serviços de enfermagem dos hospitais públicos e privados e das clínicas privadas apresentam preferência por enfermeiros de determinada escola. Esta escolha está diretamente relacionada com a experiência que tiveram com outros profissionais provenientes dessa instituição. Esta é uma das formas de poder credibilizar o ensino de uma instituição de forma independente.
Regra geral dentro dos cursos válidos pode haver um ou outro com mais qualidade. Essa diferença observada pelos diferentes alunos das diferentes escolas que lá podem estagiar ou pelos diferentes profissionais que lá se encontram a trabalhar pode ser relevante para um profissional entregar currículo e ser chamado. Na Acupuntura nada disto se passa. Os alunos só estagiam na clínica associada à escola que os ensina (assumindo que existe uma clínica para eles estagiarem) e raramente trabalham com profissionais de outras escolas.
Face a estes factos como pode um aluno fazer uma escolha consciente de um curso que lhe possa garantir uma formação minimamente adequada. Não estando a profissão regulamentada, não existindo cursos homolgados (credenciados pelo governos português), estando sujeito a todo o tipo de publicidade, sem a existência de serviços ou instituições que possam fazer uma avaliação secundária (homolgar um curso significa que o mesmo tem capacidade de formar condignamente os futuros profissionais), como pode um futuro profissional olhar para as diferentes escolas e escolher?
3 critérios na escolha de escolas de medicina chinesa
Na minha opinião existem 3 critérios que qualquer pretendente a uma destas escolas de medicina chinesa pode usar. Como veremos algumas pessoas opõem-se a estes critérios considerando-os subjectivos. Outras consideram-nos um ataque às suas escolas de medicina chinesa uma vez que os seus cursos acabam por não ser os mais aconselhados. Não creio que estes critérios sejam 100% seguros e fiáveis mas não tenho dúvidas que são os melhores face à situação actual em que se encontra o ensino da Acupunctura. Defini estes parâmetros no sentido de os empregar no contexto presente e não num contexto futuro em que a Acupunctura se possa encontrar regulamentada com cursos homolgados.
Os 3 parâmetros seriam: (1) número de horas teóricas com correspondente currículo; (2) número de horas de aulas práticas com correspondente currículo e (3) estágio clínico, tanto em clínicas privadas em Portugal como fora de Portugal. Crucial será salientar que quando falo do curso de Acupunctura estou na realidade a falar do curso de Medicina Chinesa (Acupunctura Japonesa e Coreana são diferentes mas tem uma base comum. Neste artigo não irei fazer distinções. Estas distinções estão associadas a outra problemática do processo de regulamentação que irei comentar num texto próprio).
Face à complexidade do curso, das matérias a leccionar dentro do diagnóstico, teoria básica, matéria médica, dietética, acupunctura, etc… um currículo teórico complexo e exigente torna-se essencial. Por outro lado é um curso essencialmente prático. Muitas cadeiras como Introdução à Acupunctura e Moxibustão, Técnicas Avançadas de Acupunctura, Massagem Tui Na, Topografia dos Meridianos e Pontos, Tai Qi Quan e Qi Gong são cadeiras com maior componente prática que teórica e que exigem determinadas condições. Finalmente temos a componente de prática clínica que é o culminar do ensino teórico-prático e sem a qual muito dificilmente se poderão formar bons profissionais.
Estes 3 parâmetros podem ajudar o futuro aluno a decidir-se pelos diferentes cursos. Baseados nestes 3 parâmetros há várias questões que se podem colocar na escolha do curso: Qual a complexidade das matérias estudadas? Quais as condições que determinada escola oferece para as aulas práticas? Qual a prática que realmente poderá ser feita atendendo às condições materiais e de horário de determinada instituição? Quais as reais condições para prática clínica que o aluno de determinada instituição poderá usufruir?
Muitas pessoas, em particular alunos de outras escolas de medicina chinesa que não poderão oferecer respostas muito positivas, poderão afirmar que existem outras coisas mais importantes, que este é um ponto de vista condicionado, que as suas escolas são das melhores com os melhores profissionais seja de Portugal, da Europa ou do Mundo. Pessoalmente não ligo muito ao suposto currículo nem à bajulação pessoal ou à adoração cega de ídolos semi-endeusados. Para mim conta a análise de argumentos, a sua solidez e, acima de tudo, a frontalidade e honestidade intelectual com que se possa discutir determinados assuntos. O que estas questões fazem é permitir às pessoas pensarem para lá da fama ou do prestígio popular e focarem-se nos argumentos e na lógica de forma a poderem decidir de forma mais consistente e consciente. Nas linhas abaixo aprofundarei o pensamento subjacente às questões acima colocadas.
As críticas dos alunos da APA-DA
Costumo ser muito atacado por alunos da APA-DA que não concordam com as minhas ideias. Uns tentam um diálogo mais construtivo, pelo menos numa fase inicial, em que pensam conseguir sustentar os seus argumentos. Outros nem isso:
“Nem precisam de ter sempre um qualquer indivíduo a fazer de advogado do diabo nas respostas à critica à sua instituição, intitulando-se professor da mesma, dando o aspecto de que só é professor por dar a cara e fazer o “trabalho sujo” dos responsáveis da mesma instituição, na sua defesa. O chamado…”(1)
Um terceiro tipo de pessoas prefere tentar sistematicamente manipular o que é escrito e discutido. Por exemplo, quando discutia com um aluno da APA-DA sobre a importância do número de horas de aulas teóricas e práticas recebi a seguinte resposta:
“e ganha o curso que tiver mais horas, imagino que valha tudo nessa corrida pela qualidade até aulas sem professor”.(2)
Já para não falar no problema de se ver todo o tipo de informação manipulada seja por pessoas particulares ou por instituições, seja no processo de regulamentação, seja na discussão da exigência do ensino ainda há uma verdade bastante infeliz. No seio da Acupunctura, em Portugal, os profissionais discutem sobre a validade de cursos de fins de semana, algo intolerável para qualquer outra profissão de saúde.
Muitos podem não querer ver isto, mas como antigo aluno e como professor de acupunctura clínica, sei que existe uma grande diferença entre aquilo que posso exigir e ensinar aos alunos se os vir 1 vez por mês durante 2 horas ou se os vir 1 vez por semana durante 2 ou 3 horas. Qualquer professor, seja do ensino secundário ou superior sabe isto (e eu venho de uma família de professores). A acupunctura, o campo que conheço melhor, dificilmente pode ser bem ensinada, nas condições que, muitos cursos de fins de semana, oferecem. Não digo com isto que os professores destes cursos não sabem o que estão a ensinar ou que não sabem ensinar. Digo que os cursos não apresentam condições para que os professores possam fazer um bom trabalho.
Quando critico licenciaturas de fins de semana, alguns porque são dados em salas de conferência de hoteis muitos interrogam-se:
“E olha, eu, tal como todos os que “têm aulas de fim de semana e em hotéis”, ainda não consegui perceber qual é a influência de uma sala de hotel na formação, e na qualificação profissional.”(3)
Na realidade, é importante na medida em que nas aulas práticas são necessários determinados materiais como marquesas (para o aluno poder praticar acupunctura no colega, marcar pontos de acupunctura, treinar técnicas de massagem), agulhas, algodão, álcool (para treinar as diferentes técnicas de acupunctura, seja numa pessoa ou não, por exemplo), ventosas e aplicação de moxa (técnicas importantes da acupunctura). Como se pode oferecer as condições para estas práticas numa sala de conferência de um qualquer hotel? Uma aula prática não passa por mostrar uns quantos slides e descrever a técnica.
Muitos alunos necessitam tirar formações extras onde poderão ter aulas práticas de massagem Tui na. Regra geral estes seminários são fomentados pelas escolas (pelo menos no que concerne à APA-DA) o que ajuda o aluno a melhorar a sua perícia e os seus conhecimentos teórico-práticos. No entanto estes seminários não são minimamente suficientes e nem todos os alunos os fazem. A verdade é que um curso de fim de semana não consegue dar o acompanhamento desejado à formação de um profissional. Por muito que nos esforcemos só com um lascismo enorme conseguiremos dar credibilidade a esse tipo de cursos.
Quando critico a prática clínica que é rara ou totalmente ausente em muitos cursos de fins de semana também sou atacado. Há pessoas que tiram cursos de fins de semana, recebem o diploma e vão para o mercado de trabalho sem ter visto um único paciente durante todo o curso. Muitos têm de aprender as técnicas de acupunctura por eles ou noutras formações à parte. Isto deveria ser inadmissível. Na realidade nem é admitida abertamente a existência deste tipo de problemas. Muitas vezes sou acusado de não saber do que estou a falar:
“Nuno desculpe que ponha as coisas desta maneira mas você só diz coisas sem nexo, injustificadas e sem conhecimento de causa.”(1)
A experiência dos alunos da APA-DA
Na realidade eu nem preciso saber do que estou a falar. Basta deixar os alunos e profissionais das escolas falarem:
“Quem assistiu às 1ºas aulas do Prof P.Choi e mesmo depois de se falar com os responsáveis do curso, percebe que a programação de base do curso assim como o nível de exigência parecem ser bastante bons, mas que o tempo não chega, de longe, para tudo o que se pretende ensinar. Daí, a redução enorme das aulas práticas de base e a forma acelerada como eventualmente vão ser dadas grande parte das matérias. Mas se todos percebem isto, como os próprios responsáveis corroboram, então porque se continua a manter as aulas concentradas apenas num fds por mês e não se aumenta para pelo menos mais um? (idealmente até acho que poderiam ser todos os fds, mas acredito que seria mais complicado agradar a toda a gente). Julgo que se todos estivessem alinhados neste sentido, este curso poderia certamente ser melhorado em muito, com as vantagens obvias daí inerentes.(2)
“Olá, sou aluno do 2º ano da APA-DA e estou a adorar o Curso. É verdade sim que a frequência das aulas deveria ser maior e com mais componente prática,”(3)
Entre acusações de não saber do que falo ou outros ainda mais ridículos esconde-se um problema epidémico em muitos cursos de fins de semana. A prática clínica é inexistente ou cronicamente fraca. Num tópico da comunidade de medicina chinesa datado de 15 de Março de 2007 é dito, por um aluno da APA-DA:
“Pela primeira vez, a APA-DA, iniciou a chamada “prática clinica” que consiste em fazer-se um tratamento – a pelo menos um paciente- por ano-que constitui o “estágio”.(4)
Noutro tópico sobre a prática clínica da mesma instituição:
“Alguém que me possa “situar”. Ouvi dizer, relativamente à apa-da «”OBRIGAR cada aluno a tratar, em cada ano lectivo, pelo menos um doente, a qual contará para a nota final do respectivo ano.. numa das clinicas do Dr.Pedro Choy ou dos seus assistentes… o “doente” paga consulta inicial, um tratamento e uma consulta de revisão…………e, a isto chamam de: obtenção de treino clinico Prático.agradecia que colega /alunos da apa-da podessem partilhar opinião sobre este assunto…”(5)
A resposta de um colega da APA-DA:
“Para mim, que estou no 4º ano, só tenho a ganhar em poder fazer um diagnóstico a um caso real, poder discuti-lo com um profissional… A não ser que se tenha conhecimentos no meio, não temos muitas oportunidades de o fazer.”(6)
Noutro tópico de 26 de Abril de 2007 é escrito, por uma aluna da APA-DA:
“Relativamente ás aulas praticas, a APA-DA obriga o aluno a realizar a “prática Clinica” – a pelo menos um paciente, em cada ano lectivo. Isto é, cada aluno terá que – devidamente acompanhado /seguido por um prof. – “tratar” um paciente ao longo de cada ano lectivo. Tb existe calendarios de formaçao mensais de aulas praticas ao longo de todo o ano.”(7)
Quando alunos de outras escolas se manifestaram contra a insuficiência que representa 1 doente por ano receberam a seguinte resposta:
“A quantidade não equivale a qualidade!!!”(8)
Vale tudo. Para quem estuda medicina chinesa deixo aqui um provérbio chinês: “a quantidade tem uma qualidade muito própria”. Desde quando é que podemos aceitar cursos onde os alunos só vêm 1 doente real por ano com o argumento de que a quantidade não equivale a qualidade? Isso também justifica o facto de que antes de 2007 os alunos poderem terminar o curso sem tratarem um único doente? E este argumento também deve ser válido quando se defende o doente português? Em algumas escolas com menos alunos e meios que a APA-DA a situação ainda é pior: literalmente não tratam um único paciente ao longo de todo o curso.
Argumentos falhados na defesa de escolas de medicina chinesa
Entre os vários ataques aos 3 parâmetros que usei para aconselhar os futuros alunos constam: (1) a sua subjectividade e (2) a apresentação de outros factores que sejam mais benéficos à sua escola como a qualidade dos métodos de ensino, a competência e nível de formação dos docentes, saídas profissionais ou relação com outras instituições estrangeiras.
Na realidade os parâmetros que aconselho, nas circunstâncias actuais, são os mais objectivos. Todas as escolas de medicina chinesa tem bons e maus professores. Um bom professor para um aluno pode ser mau para outro. No entanto fica difícil avaliar a credibilidade dos diferentes professores nas condições actuais. E quando falamos do número de horas teóricas ou práticas falamos das condições para ensinar as matérias necessárias. Um bom professor sem as condições necessárias dificilmente fará um bom trabalho.
As saídas profissionais são idênticas para todos pelo que não tem relevância nenhuma. Os métodos de ensino variam consoante as capacidades tecnológicas da escola, o tempo de ensino e do professor. Finalmente temos a relação com outras instituições estrangeiras que só por si não significa necessariamente qualidade. Evidentemente que o que um aluno da APA-DA pensa outro pode não concordar.
A hipocrisia no ataque a outras escolas de medicina chinesa na defesa do mesmo tipo de escolas de medicina chinesa
Quando um interessado em tirar um curso de acupunctura interrogou os membros do forumMTC acerca de um novo curso de “centrozen” em Aveiro, recebeu a resposta de um aluno da APA-DA:
“Um conselho amigo “não compres gato por lebre” limita te ás escolas que já tÊm credibilidade e nome na praça. Não desperdices o teu tempo com escolas sem certificação segura.”(1)
Depois do outro membro da do fórum ter perguntado a opinião acerca do curso afirmando que ele era reconhecido pelas entidades: Fundação Europeia de Medicina Chinesa (certificado nº 050004); PEFOTS (Pan European Federation of TCM Societies); Practitioner´s register e Beijing Herbal Medicine Acupuncture Institute, recebeu a seguinte resposta do mesmo aluno da APA-DA:
“Pois pode ser certificada segundo eles, mas nunca ouvi falar, há quanto tempo existe?O Drº Pedro Choy é membro da direcção da Fundação Europeia de MTC e é Vice-Presidente da WFCMS – World Federation of Chinese Medicine Societies, e a Universidade de medicina chinesa do dr pedro choy é o unico polo no mundo de uma universidade chinesa, por isso comparativamente a essa escola não sei…Qual o curriculo do curso, quantos anos etc…”(2)
Qual o currículo do curso? Quantos anos? É curioso que quando eu defendo os cursos diários (tal como outro curso superior normal) e critico os cursos de fins de semana devido à falta de horas curriculares suficientes, seja atacado por membros da APA-DA que se mantêm calados quando um dos seus colegas usa os mesmos argumentos contra outros cursos.
Curiosamente a credibilidade, das escolas de medicina chinesa, é dada pelo nome da praça e numa profissão de saúde que não está regulamentada e em que qualquer pessoa pode fazer as afirmações que bem entender todos sabemos que o nome da praça é o mais importante. Pensar seriamente em horas curriculares? Pensar em condições de aulas práticas e na exigência curricular dessas aulas? Pensar em estágios clínicos? De nada vale quando se tem o nome na praça.
E o que dizer sobre certificação segura? Para o autor deste comentário a APA-DA tem certificação segura. Se a acupunctura fosse regulamentada e os acupunctores trabalhassem junto aos outros profissionais de saúde nunca iriam existir acupunctores a saírem de escolas de medicina chinesa de fins de semana. Nem existe nenhum representante de qualquer profissão de saúde que aceite tal para a sua profissão. Onde está, então, a certificação segura? A certificação segura parece estar mais associada à credibilidade (não se sabendo bem como se valida) e ao nome na praça (o que ainda é mais enganador. O professor Karamba e outros tem grande nome na praça e isso não os torna mais honestos ou credíveis… nem à Astrologia).
Entre a falta de argumentos e a bajulação pessoal
Na maior parte das vezes não se pensa nos argumentos. Não se usa a lógica. Basta unicamente a bajolação pessoal e um qualquer semi-deus para seguir. Seja no que concerne à discussão de validade dos diferentes cursos seja no que concerne ao problema da regulamentação. Quando ataquei os comentários feitos à regulamentação e acusei os seus autores de incompetência e falta de honestidade intelectual, quase ninguém se preocupou a analisar os argumentos que usei. Um aluno da APA-DA, apesar de não concordar com a forma do processo de regulamentação, afirmou publicamente aceitar os meus argumentos, mas outros decidiram antes escrever:
“Nuno, no dia em que tiveres os anos de prática, os anos de estudo, o nível de formação, as provas dadas e testemunhadas pela comunidade mundial do mais alto nível e tiveres feito o que qualquer uma dessas pessoas de quem falas tão levianamente já fez, terás moral para dizer coisas dessas.
Barbaridades destas no teu texto mostram bem quem és e ao que vens e o porquê das interpretações continuamente deturpadas de tudo o que é dito neste assunto. Eu por mim terminei a minha discussão contigo. Serve-me de consolo saber que ninguém da DGS e dos Ministérios implicados baixará a níveis destes, assim como que estes textos inqualificáveis não terão qualquer tipo de relevância ou representatividade. (3)”
Não interessam os argumentos nem o conhecimento. Em que parte se destrói os argumentos nos quais fundamentei as minhas análises? Em lado nenhum. Basta a idolatria para se eliminar qualquer processo de raciocínio. Infelizmente muitos futuros pretendentes a cursos são expostos a este tipo de idolatria. No entanto, ao escolher um curso superior, um futuro aluno de MTC devia estar mais preocupado em analisar parâmetros que, na condição actual, lhe poderão ser úteis a conseguir uma boa formação do que a sorrir para a imagem de um qualquer iluminado que tem nome na praça e supostamente é uma grande reverência mundial.
Não tenho a mínima dúvida que muitos profissionais credenciados por escolas de medicina chinesa de fins de semana se tornarão excelentes nesta arte de tratar. Tenho amigos que tiraram o curso na APA-DA e estão a exercer com sucesso. Já tratei doentes que anteriormente tinham sido tratados por acupuntores licenciados pela APA-DA e nada de mal tinham a dizer. Pelo contrário. Então qual a razão destes artigos? A necessidade de poder discutir livremente este problema que afecta a MTC em Portugal e acima de tudo, a necessidade de poder oferecer aos futuros alunos de MTC uma base pela qual possam ser guiados no seu processo de escolha.
Se mencionei mais vezes a APA-DA é porque os seus alunos são os mais interventivos e logo são aqueles que passam mais informações relativamente ao tipo de curso que tiram ou tiraram. Como mencionei inicialmente, eu sou contra todos os cursos de fins de semana. São academicamente pobres e profissionalmente desprestigiantes. Quando falo de profissionais que acabaram por adquirir bons conhecimentos louvo esses profissionais pela sua dedicação à profissão e não o curso onde aprenderam.
Não é uma perseguição pessoal a ninguém em particular como alguns preferem pensar. Na realidade nunca critiquei a UMC. Não posso dizer se é um bom curso ou não, mas sei que tem as condições para servir de forma correcta os interesses da profissão. Tem um curso com horas teóricas e práticas exigentes e oferece prática clínica aos seus alunos (pelo menos no papel. Mais uma vez volto a relembrar a minha ignorância acerca do funcionamento prático do curso).
Escolas de medicina chinesa a tempo inteiro são preferíveis
Aos futuros alunos aconselho sempre a ESMTC e a UMC pois são os únicos cursos que conheço e apresentam as melhores condições. Obviamente que dou sempre preferência à ESMTC, uma vez que lá sou professor e conheço a qualidade de muitos profissionais que lá exercem. No entanto não aconselho ninguém a tirar cursos de fins de semana.
Com falta de horas teóricas não consegue ter o tempo necessário para ajudar o aluno a saber pensar em MTC. E não basta estudar por um livro. Na acupunctura, existe todo um processo de raciocínio que dificilmente é passado pelos livros. A falta de horas práticas é ainda pior visto falarmos de um curso que é essencialmente prático (massagem, interrogatório na fase de diagnóstico, palpação na fase de diagnóstico, análise de sinais clínicos, aplicação de ventosas e moxa, acupunctura, etc…).
O defeito mais grave destas escolas de medicina chinesa é a ausência de prática clínica ou a existência de uma prática clínica muito débil. É inconcebível que existam pessoas a entrar no mercado de trabalho sem nunca terem visto um único doente, sem nunca terem feito acupunctura num doente.
Muitos participantes nos fóruns preferem escolas de medicina chinesa mais completas mas acabam por tirar outros cursos por dificuldades financeiras, incapacidade de deslocação geográfica ou falta de tempo. Não condeno esses alunos. Procuram aprender uma determinada profissão e escolhem de acordo com as suas capacidades. No entanto condeno os fundadores desse tipo de escolas de medicina chinesa que procuram ganhar dinheiro à conta de uma formação pobre e de liberdade sem limites quanto às ofertas de cursos.
NOTAS
(1) http://www.apa-da.pt/
(1) Este comentário já não se encontra no fórum uma vez que, devido ao seu conteúdo menos educativo e mais vulgar, foi eliminado, e muito bem, pelos administradores do fórum.
(2) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=453
(3) http://mtcforum.net/index.php?topic=449.0. Esta citação fazia parte do comentário eliminado do fórumMTC.
(1) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=453
(2) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=403
(3) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=403
(4) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=245
(5) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=296
(6) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=296
(7) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=357
(8) http://www.medicinachinesa.com/viewtopic.php?f=7&t=357
(1) http://mtcforum.net/index.php?topic=265.0
(2) http://mtcforum.net/index.php?topic=265.0
(3) http://mtcforum.net/index.php?topic=295.0
Nuno, tenho lido com atenção os seus textos, especialmente os relativos à escolha de escolas/cursos. “Infelizmente” concordo com a maior parte dos seus argumentos acerca dos cursos de fds. Digo “infelizmente” porque estou em Braga e sou já “maduro” na idade e devido a estes condicionalismos provavelmente vou ter que escolher um destes cursos de fds se quiser realmente seguir este caminho que me apaixona…
Tendo em conta estes condicionalismos (viver em Braga, embora ir ao Porto nao seja problema e ter que continuar a trabalhar) que curso/escola me recomendaria, já que a ESMTC só está em Lisboa.
Obrigado pela atenção. Jorge
Boa noite Jorge. “Infelizmente” ainda vivemos num país onde a MTC não está regulamentada e onde os alunos não tem possibilidade de escolher por escolas devidamente credibilizadas. Quanto à sua escolha devo dizer que ela fica dificil. Cursos de fim de semana não aconselho nenhum, mas se só pode fazer cursos de fim de semana entãoq ualquer um serve. lolololol Não acredito que exista muita diferença de qualidade entre diferentes cursos de fins de semana. Se calhar a APA-DA pelo número de alunos que possui é capaz de ser uma mais valia: permite-lhe conhecer mais pessoas e entrar mais facilmente em contacto com diferentes colegas. No entanto continuo a dizer que é um curso acaemicamente pobre.
Disse-me também que consegue ir ao Porto e trabalhar ao mesmo tempo. Se for possível, eu aconselhava que desse uma vista de olhos no IMT. Não é curso de fim de semana e, apesar de achar que não é tão completo quanto o da ESMTC, tem-se desenvolvido e mostrado algumas evoluções interessantes em termos curriculares.
Independentemente da escola que escolher lembre-se sempre que não é a Escola. A Escola é aquela que existe dentrod e nós e nos impulsiona a absorver novos conhecimentos e a melhorar todos os dias a nossa arte.
abraço
Vou dar uma vista de olhos e pensar no assunto. Obrigado.
Ok Jorge. Se entretanto precisares de alguma coisa é só dizer… talvez o melhor seja escrever. lol
abraço
Boa Noite!
Ando à procura de um curso de Acupuntura à volta de Elvas, onde lecciono Biologia e Geologia, inclusive em Badajoz. Face à sua experiência seria possível aconselhar-me um curso.
Muito Obrigado
Eduardo Carrão
Boa noite Eduardo
Nessa região não conheço nenhum curso em especial. Pessoalmente, e se tiver opurtunidade eu aconselho o curso da ESMTC que é aquele que considero ter mais qualidade. Obviamente nque a minha opinião pode ser considerada parcial uma vez que sou lá docente.
Sou a coordenadora do curso de Pós Graduação especialização lato sensu de Acupuntura da UMC,(SP)sobre os comentários, aceito críticas e sugestões. Sobre o curso posso garantir que não fica só no papel, ele tem um diferencial que são as 1204 horas, sendo 900 pressenciais.
Caso tenham alguma duvida, podem entrar em contato.(11)9133-8837.
Boas Romana. Este texto em particular era sobre licenciaturas e não pós-graduações. Em nenhum momento se fez criticas ou comentários a pós-graduações mas sim a licenciaturas. Os exemplos foram retirados de escolas portuguesas e não brasileiras.
abraço
So existe a ESMTC e a UMTC Dr.Pedro Choy??
Disseram haver outras ? Serao de qualidade, o Dr.nuno saberá algo?
Estou a pensar seriamente em MTC, e como tal ando a ver todas as escolas!
Cumprimentos
Boa tarde Filipe
Que eu saiba o IPN de Lisboa tem feito um esforço considerável de forma a adaptar o seu curso às exigências do processo de regulamentação. A ESMOT também apresenta um curso mais completo ao mesmo tempo que tem os cursos de fim de semana.
A APAE (Associação Portuguesa de Acupucntura Eléctrica) também apresenta um curso interessante de acupunctura japonesa. Relativamente à qualidade das mesmas não posso afirmar muito porque não as conheço. Aquela que conheço, a ESMTC, apresenta pontos fortes e fracos mas creio, que em temros de Medicina Chinesa consegue ser a melhor. No entanto eu sou lá professor, logo esta afirmação terá de ser entendida com um certo parcialismo.
Abraço
Boa noite Nuno,
Ouvi falar de uma licenciatura de acupunctura no Porto. Uma vez que não fiquei com o nome da insituição que o ministra não sei onde começar a procurar.
Necessito de uma licenciatura em pós-laboral no Porto, qual a instituição que me aconselha??
Obrigada.
Boas Sandra.
Eu também não conheço muitas instituições no Porto. Ouvi dizer que o IPN – se não estrou em erro – está a fazer algumas alterações importantes no seu curriculo escolar. Ainda tenho de fazer uma investigação mais aprofundada sobre a instituição.
De qualquer forma aconselho-a a começar por aí.
O meu outro conselho é simples: faça o que fizer não entre em cursos de fins de semana.
abraço
Boa noite Nuno
Estou a pensar em começar este ano a fazer um curso destes gostaria de saber o que me aconselha aqui na zona de coimbra.
Obrigado pela atenção.
Boas José
Que eu saiba em Coimbra existem os cursos de fds da apa-da, mas eu pessoalmente não os aconselho. Tirando os cursos de fds acho que não existe muito mais. Pelo menos eu não conheço.
abraço
olá Dr.nuno. Tenho estado muito interessado em tirar um curso completo de MTC, pois fascina-me, mais detalhadamente a Acupunctura.. Já sou licenciado em MArketing, todavia necessito de algo que me faça sentir mais útil para as pessoas. Tenho pesquisado e têm me surgido várias dúvidas como por exemplo… ESMTC ou Universidade Pedro Choy… A ESMTC parece-me abranger mais áreas da saúde e tem como grande vantagem o estágio poder ser feito entre o 2º e 5º ano… No entanto, as aulas parecem ser bastante teoricas, nao havendo aquela mistura constante entre prática e teorica o que torna a aprendizagem mais empolgante. No entanto a Universidade Pedro Choy, parece-me ser mais prática e pós finalização do curso parece ter melhro colocação no mundo do trabalho, sendo a taxa de colocação bastante elevado. Outro ponto forte é o facto de proporcionar acupunctura logo a partir do 1º semestre, assim como a partir do 3º ano já se pode exercer a actividade com a respectiva autorização.
Quando o Nuno tiver um pouco de tempo, gostava que me desse a sua opinião, focando alguns pontos fortes e fracos de ambas, para que eu possa tirar as minhas conclusoes e continuar a minha pesquisa com outras luzes.
Desde já agradeço pelo blog,
abraço
Boas Luis (eu prefiro que nos tratemos pelo primeiro nome. pode ser?)
Relativamente às aulas na MTC. Existem teóricas e práticas. Na realidade existem muitas aulas práticas. Não sei qual das duas escolas é mais prática nem lhe posso dizer que numa delas existe melhor ligação teoria-prática. Na realidade ninguêm lhe consegue dizer isso.
Relativamente à finalização do curso creio que isso é um engano. Não é por tirar o curso na Universidade Pedro Choy que vai ter mais saída de trabalho. Acredite em mim. Conheço muitas pessoas que tiraram o curso em escolas do Choy e nem por isso tem mais trabalho.
A taxa de colocação bastante elevada? Um acupunctor acaba o curso e vai trabalhar por ele próprio. Nesse sentido, a taxa de colocação é de 100% para cada uma das escolas.
Relativamente a poder exercer a profissão a partir do 3º ano. Na realidade nós nem estamos regulamentados. Você nem precisa tirar um curso para exercer. Se você quiser exercer a partir do 3º ano ou do 4º ano nem precisa autorização. Isso é para inglês ver. É uma forma de marketing (ajuda a pessoa a pensar que vai compensar o investimento que fez no curso mais cedo do que o previsto).
Pessoalmmente eu aconselho as duas escolas uma vez que no papel parecem ser aquelas que mais condições tem. obviamente que dou aulas na ESMTC e puxo um pouco a brasa à minha sardinha. Mas não lhe consigo fazer uma comparação correcta a 100% até porque não conheço a Universidade Pedro Choy tão bem quanto conheço a ESMTC. Como disse, no papel, parecem ser ambas boas – actualmente o curriculu da Escola Dr. Pedro Choy não se encontra na net pelo que fica mais dificil analizá-lo e dar uma ideia.
Relativamente ao que posso dizer da ESMTC resumidamente
1 – tem algumas cadeiras que acho serem palha, sem grande utilidade
2 – as cadeiras nucleares estão bem desenvolvidas tanto teoricamente como na prática
3 – os professores são bons nas cadeiras nucleares
4 – tem bastantes aulas práticas e um estágio clinico bom
Espero ter ajudado
abraço e boas escolhas
Obrigado Nuno pelo teu esclarecimento! Já é uma grande ajuda!
Não sei se sabes, penso que sim, já vi que a a selecção dos alunos passa primeiramente por um teste! Eu tenho um certo receio, porque não vim de uma área de ciências, achas que será possível um aluno de Marketing entrar num curso de saúde… ? Eu tenho este receio porque a MTC de à cerca de um ano para cá tem – me criado grandes sonhos, tal não é o interesse. Tenho lido grande parte dos teus artigos, já começando a fazer apontamentos de alguns e a motivação tem sido crescente o que nunca me surgiu com outra área.
Se souberes algo sobre este assunto, se é possivel ou não e basicamente no que consiste esses testes, gostaria que me informasses! A minha idade também joga a meu favor, visto ser ainda super novo, digo eu…lololol
Um abraço e mais uma vez parabéns pelo teu blog, continua a publicar que eu continuarei a ler e a comentar..
Não te preocupes. O teste é fácil. Eu também tive esse receio mas o teste não tem nada de outro mundo. Não é um teste para chumbar o pretendente ao curso. Creio que eles querem tirar um determinado tipo de informação acerca da forma como pensas e tudo o mais.
A melhor coisa a fazeres é ligares para a secretaria da ESMTC e pedires informações acerca da inscrição no curso. Não tenhas medo nem te preocupes com o teste. hehehe
abraço e obrigado
PS: espero que continues a ler e a apreciar os textos publicados.
Boa noite Nuno,
Antes de mais quero aqui agradecer a sua disponibilidade em dar as suas opiniões e esclarecimentos em relação ao tema das escolas.
O que lhe quero aqui perguntar é o que pensa dos cursos de pós-graduação tanto dos que existem na UMT e da ESMTC e também das muitas outras pós-graduações existentes em algumas universidades como o ISPA e ESEE, onde existem pós-graduações específicas para licenciados na área da saúde, esta última com parceria da UMC.
A minha principal dúvida tem haver com o facto de se com estas pós-graduações o profissional de saúde fica preparado para exercer MTC de forma adequada.
Também existem outros cursos, estes de acupunctura no IFE e na FORMASAU, de relativamente pouco tempo.
Obrigada desde já pela sua disponibilidade e atenção.
Márcia Santos
Boas Márcia
Pessoalmente não conheço os cursos de pós-graduação da UMC. Sei que são dados na Universidade de Évora mas não conheço o conteúdo.
Relativamente aos cursos de pós-graduação da ESMTC. O único que conheço bem é aquele que dou a fisioterapeutas.
Nesta pós-graduação a acupuntura é adaptada ao trabalho e conhecimentos do fisioterapeuta (selecção de pontos de acordo com sistema nervoso, miologia funcional, etc…) pelo que este fica em condições de aplicar a acupuntura em muitos pacientes.
No entanto não é uma pós-graduação que ensine realmente medicina chinesa. Não acredito em pós-graduações que ensinem MTC para ser sincero pelo simples facto que falamos de algo bastante extenso que dificilmente será aprendido no tempo de uma pós-graduação.
Abraço
Olá Nuno,
Estive a ver os seus comentários e talvez me possa ajudar. Estou interessada em fazer um Curso de MTC e já fui recolher informações à ESMTC e Pedro Choy. Eu trabalho e passo por mês alguns dias fora do país, pelo que, para além de necessitar frequentar o curso pós-laboral, perguntei também se conseguiria acompanhar dada a situação. Em ambas as universidades fui informada que nesse caso não faria sentido inscrever-me porque não é possível haver faltas e que a unica hipótese seria fazer um curso de fim-de-semana (que não existe na ESMTC). Dada a sua recomendação menos favorável para este tipo de cursos, qual é a alternativa que tenho??
Desde já obrigada pela sua ajuda.
Sandra
Boa tarde Sandra
Pessoalmente sou contra as licenciaturas em fds. E uma vez que não consegue fazer o curso a tempo inteiro não conheço mais nenhuma alternativa.
Peço desculpa por não conseguir ajudá-la relativamente ao seu problema. Efectivamente parece que só pode fazer o curso de fds apesar de ser algo que eu não aconselho minimamente!
Abraço
Olá Nuno, muito obrigada pela sua resposta.
Portanto o curso de pós-graduação para fisioterapeutas habilita o fisioterapeuta a incluir no seu trabalho a prática de acupunctura como adjuvante ao tratamento.
Eles poderão exercer a acupunctura fora do ambito da fisioterapia? Ficam habilitados para tal, ou a pós-graduação destina-se somente aos cuidados a esses doentes?
Obrigada e um abraço
Boas Márcia
O curso para os fisioterapeutas é3 dedicado ao tratamento da dor/dormência (hérnias, inflamação dos nervos, lesão dos nervos, etc…) e à recuperação neuro-muscular (paralisia, AVC, paralisia facial, etc…).
Fora deste âmbito os fisioterapeutas não tem conhecimentos para agir.
Os paradigmas usados (miologia funcional e sistema nervoso) estão adaptados aos conhecimentos dos fisioterapeutas. Os conhecimentos sobre a teoria dos meridianos são minimos e não lhes permitem compreender um protocolo que use um paradigma de pensamento mais tradicional.
A lógica do curso é dar aos fisioterapeutas conhecimentos em acupuntura que possam ser úteis na sua prática clinica enquanto fisioterapeutas.
Abraço
Boa tarde Nuno Lemos, e a todos aqueles que têm “estado” no forum.
Tenho lido e acompanhado este forum no último mês o que me tem ajudado bastante na minha decisão de me formar em Medicina Chinesa.
Como Não posso tomar esta decisão de ânimo leve, pois trabalho e sou chefe de família não posso de forma alguma optar pelo “curso errado” na “Escola errada”, e desperdicar 4 a 5 anos de estudo e inerentes encargos.
Desta forma agradecia, a ti Nuno e a todos o que me quiserem aconselhar , a preciosa ajuda nesta hora de decisão. Não quero de forma alguam colocar demasiada pressão, apenas solicitar a melhor opinião, na medida do possivel.
Habito nos arredores do Porto, penso portanto que o melhor local para tirar o curso será nesta cidade pois Lisboa “está” bastante longe.
Tendo tu, que dás formação no meio, aconselhado evitar os cursos de fim de semana, escolho portanto o curso pós laboral.
Agora a minha indecisão está na escola. No porto já Indaguei o IPN o IMT e a UMC, sobre programas curriculares, custos e horários.
Tendo em conta o valor da parte teórica, prática e estágio dos cursos e também o prestigio da entidade formadora, qual escola que aconselharias que eu frequentasse?
Agradeço antecipadamente todos os “imputs”, pois vão cimentar a minha decisão ( aquela que tenho adiado nos últimos 20 anos).
Obrigado.
José, olá!
Deixa-me dizer-te já uma coisa que falhou redondamente no teu raciocinio:
Quando dizes ao Nuno: “Tendo tu, que dás formação no meio, aconselhado evitar os cursos de fim de semana, escolho portanto o curso pós laboral.” – eu informo-te que o curso pós-laboral e o curso de fim-de-semana são O MESMO!
São esse os cursos que o Nuno tanto critica portanto não vais obter a clareza que queres de uma resposta dele.
O que o Nuno critica são os cursos em “part-time”, por assim dizer. Formações pós-laborais, aos fins-de-semana ou formações de curta duração são o alvo das criticas do Nuno.
Assim q li que respeitas as opiniões do Nuno, que és trabalhador, e que queres tirar o curso de MTC pensei logo “Estás bem lixado” (desculpa a expressão). Da parte do Nuno não haverá solução para o teu problema, simplesmente porque não tens tempo para passar os dias no curso (curso regular em full-time).
Portanto a tua duvida sobre que escola escolher é irrelevante, porque já partes da premissa errada: um curso pós-laboral (seja lá aos fins-de-semana seja num horário após o trabalho); ao que parece esses cursos pecam na parte prática (não têm horas práticas suficientes).
Eu vou iniciar o 3º ano de MTC num desses cursos, o da UMC, pós-laboral ( cujas aulas são aos fins-de-semana). Eu estou em Lisboa, mas já terás reparado que a UMC tambem tem nucleos no Porto (Matosinhos) e em Coimbra.
Gostava de te deixar claro que não há resposta linear ás tuas duvidas, dependendo de quem responde e da escola que frequentou, cada um vai puxar a brasa á sua sardinha…
A UMC tem boa reputação… obviamente! O seu presidente tem um curriculo fora do comum, mto bom mesmo, e o nome dele é bem conhecido em portugal bem como na europa. A UMC tem acordo com a universidade de chegdu (na China) para os estágios de final de curso, ao seres aprovado nesse estágio na china bem como no exame q lá fazes recebes diploma de licenciatura tb dessa universidade chinesa…….. bem, que te posso dizer? Eu “pertenço á UMC! Se quiseres colocar questões especificas sobre a experiencia do curso pós-laboral da UMC eu posso responder-te..
Cumprimentos!
Já terás reparado que a UMC te
Catarina, estás tão enganada… A culpa não é tua, claro, mas no fim do curso vais ver o balde de água fria com que vais levar.
Enfim, todos nós pensámos como tu, do princípio ao fim do curso.
Lamento.
Boas pessoal
Relativamente aos cursos.
Só queria emendar uma coisa que a Catarina disse.
Os cursos pós-laborais não são todos de fds.
Na ESMTC o curso pós-laboral não é um curso de fds. Na UMC o curso pós-laboral já é de fds.
E, por exemplo, na ESMTC o curso pós-laboral tem estágio como o curso diurno e tem aulas práticas.
Relativamente à minha opinião sobre os cursos fds a Catarina disse-te bem quando escreveu “estás bem lixado” lolololol.
Felizmente alguêm que lê e compreende os meus artigos lololol.
Só mais uma coisa (e isto não é para chatear a Catarina) o nome de uma pessoa não é necessariamente sinónimo de qualidade e já agora levanto a dúvida de saber se o diploma da Universidade de Chengdu também é para os cursos de fds?
De qualquer forma a colecção de artigos sobre as escolas podem ajudar-te a escolhe-los chamando atenção para alguns pontos:
1 – aulas teóricas
2 – aulas práticas
3 – estágio clinico.
Esta é a santissima trindade de um bom curso de saúde.
Abraço ao josé e Bjs à Catarina lolol
Olá José!
Aqui vai a minha experiência…
Se vires o post de 3 de Setembro de 2009, sou eu a perguntar ao Nuno a mesma pergunta que tu fizeste. :)))
Acabei por optar pela UMC. As razões foram:
1) Preço
2) Aulas só em alguns fds é conveniente para quem trabalha e tem família
3) Inexistência de um curso com o horário mais completo perto da minha residência
4) O nome Pedro Choy. Gostando ou não o nome Pedro Choy é uma referencia na MTC em Portugal e embora não garanta por si só a qualidade do curso, garante que depois do curso muita mais gente ouviu falar nele…
A minha opinião…
Positivo:
1) Aprende-se muito de MTC
2) Os profs são experientes e bons (obviamente há aqueles que se destacam…)
3) As instalações físicas são muito aceitáveis.
4) Está incluído no preço do curso o material que precisas para fazer o curso (as famosas sebentas)… Obviamente que é importante alargar os horizontes e ler outros materiais.
5) O horário é extremamente conveniente para quem trabalha e tem familia.
6) Tens acesso à Universidade de Chengdu
7) A matéria dada é extensa e profunda.
Negativo:
1) Poucas aulas práticas (esta lentamente a mudar…)
2) O estágio é possível (através dos projectos PAS ou em consultórios privados) mas não é garantido nem obrigatório.
3) O preço não é tão baixo como parece porque há coisas que vais ter que pagar à parte e há aulas muito importantes que são em Lisboa (não são muitas) e que tens que ir, com os custos inerentes.
4) O e-learning é muito fraquinho.
5) Tens que estudar MUITO! A matéria é extensa e como não há muitas aulas tens que ser tu a dar o litro em casa (isto até podia ser uma vantagem, porque te obriga mesmo a estudar)…
Pesando tudo, estou contente com a minha decisão.
Se precisares de mais algum esclarecimento, diz.
Tudo de Bom e boa sorte!
Jorge
Boa tarde Catarina, Nuno e Jorge.
Gostaria de lhes agradecer os precisosos comentários.
Já agora Nuno será que existe alguma possibilidade de questionar outros “users” do Blog relativamente à experiencia que tenham relativamente ao IPN ( talvez obter uma lista de endereços de correio electrónico?)
Aguardo e agradeço antecipadamente
Boas José
Infelizmente não posso aceder aos teus pedidos por 2 razões:
1 – dos assinantes do blogue não sei quais os que pertencem às diferentes escolas
2 – mesmo que soubesse não poderia divulgar os seus mails lololol
De qualquer forma pode ser que o teu pedido seja atendido por alguêm que venha ler estes comentários.
Se quiseres também podes levantar esta questão nos foruns. Tens mais possibilidades de ter alunos da instituição a responderem ao teu pedido.
abraço
Quando andei na tropa ensinaram-me que “mais vale decidir mal do que não decidir” :)))
Abraços e Beijinhos
Excelente questão filosófica lololol
Já agora levanto um pequeno problema. Quando se fala em decidir mal ou não decidir pretende-se afirmar que mais vale escolher um curso mal do que não escolher nenhum curso.
No entanto o não escolher nenhum curso (pelos mais variados motivos) é efectivamente uma escolha pelo a afirmação em si não tem qualquer tipo de valor!
lololol
Esta é uma brincadeira zen.
abraço
A tropa não é propriamente conotada pela sua filosofia Zen… 🙂
A ideia é mais do género… “Mais vale saltares para um buraco cheio de m**** do que estares muito tempo à procura de um buraco sequinho e apanhar um balázio na testa” 🙂 🙂
Se o “não escolher” o curso for uma decisão (pelos mais variados motivos), então é uma escolha… Se o “não escolher” for resultado da hesitação derivada das muitas dúvidas e opções disponíveis, então não é uma escolha… É incapacidade de decidir 🙂
Abraço!
Boas, tenho seguido sempre atentamente este blog, e antes de mais os meus parabéns ao seu autor.
Tal como o Jorge (que creio ser o mesmo Jorge que frequenta as aulas do Porto comigo), eu escolhi frequentar o curso pós laboral (fim de semana), da escola do Pedro Shoy.
Tal como o Jorge referiu, é completamente impossivel ter um emprego das 9:00 às 19:00 e por aí adiante às vezes, ter familia, e tirar um curso de Medicina Chinesa. Sim, porque se se pudesse tirar este curso em diurno, bem que escolheria, o problema era quem depois pagava as minhas contas, lol.
Estou pessoalmente satisfeita com este curso, pesando numa balança tem um aspectos negativos e positivios, mas estes últimos ganham a pesagem. É verdade que temos que estudar que nos desunhamos, temos que dar mesmo o “litro”, mas também vejo isso como uma vantagem, pois quem quer tirar o curso, esforça-se.
Não sou apologista de dizer ai esse curso é mau, ai os cursos de fim de semana são maus, aí os cursos do IPN são assim e assado… mas sim apologista de cada um de nós dar a sua opinião baseada nas suas experiências quer vividas, quer também transmitidas por outrem. Julgo que caba a cada um de nós que queira tirar o curso, ouvir as diversas opiniões, e baseado naquilo que pretende, bem como na sua presente vida profissional e pessoal, escolher o curso que mais lhe convém. Há sim cursos piores e outros melhores, mas classificá-los através de ser de fim de semana ou assim, parece-me incorrecto, pois a avaliação deverá ser feita noutros angulos.
Devo também referir, que desde que entrei no curso e à medida que fui passando de ano, a avaliação tornou-se bem mais rigorosa, a ponto de no exame do 2º ano ter ficado de boca aberta com o nivel exigido na avaliação. Embora me tenha contorcido toda no exame, o certo é que aplaudo este nivel de exigência.
Não tem tanta prática como noutros cursos?Meus amigos, batalhem, reunam-se com colegas, pratiquem uns nos outros, se tiverem um acupunctor que ja vos tratou e queira ajudar-vos, peçam para ele vos ir dando umas orientações. Foi assim que eu comecei, e tem sido assim que eu tenho aumentado a minha prática.
Abraços
Vocês poderiam nos dizer, em media qual é o tempo dos cursos em Portugal e qual seria o custo mensal em Euros?
No Brasil temos uma média de 2,5 anos para formação ou mesmo Pos Graduação (apenas algumas Universidades ligadas a Saúde podem aceitar o Curso). As aulas podem ocorrer durante a semana (todos os dia) ou nos fins de semana, (02 fins de semana completos ao mês) ou 1 fim de semana completo.
Quando são cursos de Pós Gradução o aluno tem direito a um fim de semana por mês. Não sei porque funciona assim.
Os cursos considerados técnicos podem ser de 02 fins de semana ao mês.
Os cursos oferecem Aulas práticas de 1.100 horas ou 1.200 horas.
Nem todos os Cursos são reconhecidos pela Secretaria de Educação Estadual o que será um problema no futuro, pois alguns Estados poderão não aceitar o diploma. É sempre um risco.
Custos – Media de 300,00 – 350,00 ano 2010.
Obrigada
Olá Telma, quando referiste os vossos custos de 300, 00 a 350,00 isso é em que moeda?
O curso que estou a tirar, Escola UMC, é pós laboral, 1 fim de semana por mês, custo/ano = 1100,00€. São 5 anos – Licenciatura.
Depois quem quiser vai a aulas práticas – 1 hora= aproximadamente 30,00€; e a seminários extra-curriculares para enriquecer os conhecimentos.
Ouvi falar do curso só para profissionais de saúde no ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, que tem dois cursos – 1 de 1 ano (não sei se este é mesmo só para Médicos), mas quem já lá andou referiu que é um curso absurdo porque nao estudam nada de Medicina Chinesa, mas sim protocolos de pontos. Do género – para dor de cabeça puncture ponto x, y e z…
Depois lá existe outro curso, lecclionado por Professores Alemães, com duração de ano e meio, só para profissionais de saúde, cujas aulas são em Inglês. A pessoa que me transmitiu estas informações, fez dois anos na Escola UMC, parou e foi fazer este de ano e meio no ICBAS, e depois voltou para continuar o curso na UMC. A experiência pessoal dela refere que o curso na UMC é de longe o melhor comparando entre UMC e ICBAS, e aconselhar a tirar primeiro o da UMC, e depois se quiser tirar o do ICBAS.
Preços por acaso não lhe perguntei, mas sei que nesse curso que ela tirou, não dao os pontos todos, apenas os mais utilizados. É também um curso julgo eu de 1 fim de semana por mês.
Esta é a minha experiência pessoal e conhecimentos que eu obtive doutra pessoa.
Boa tarde, Srs.
É um grande prazer participar dessas opiniões e/ou manifestações sobre MTC. É evidente que minha participação é apenas como leitor, pois ainda que sou admirador dessa ciência, estou apenas começando nesse novo desafio.
Mas nesse contexto sobre cursos, me identifico com alguns participantes, quando referem a cursos fds.
Por razões variadas, eu tambem sómente poderei realizá-los dessa forma, aos fdss. E ainda que o Nuno os reprove, e eu o respeito por tudo quanto ele já manifestou como conhecedor nesse assunto, e não tendo eu alternativa, me afilio aos colegas que estão nesta mesma situação, e com a mesma obstinação: Perseverar no aprendizado, para contradizer a expectativa negativa dos cursos fds.
A propósito, ser leitor dessas opiniões, ainda que só leitor, me traz um grande enriquecimento cultural inerente a elas. E observo que uma grande lição a ser tirada delas, é a liberdade de cada um, mas de forma respeitosa à pessoa referida, em manifestar-se pessoal e particularmente.
À minha ´compatriota` Telma, (sou brasileiro), compartilho das suas razões, e aos meus caros ´patrícios` (considerem-se tambem as ´patrícias`) Portugueses, a quem tenho desmedida admiração, subtraio conhecimento das suas opiniões. Destaco aqui, o Nuno, a quem destaco um posicionamento ético e imparcial em suas colocações.
Forte abraço a todos !
São Paulo / Brasil
Boas
Eu compreendo que os cursos de fds tenham apelo porque permitem a muitas pessoas frequentá-los enquanto se fossem cursos de tempo inteiro iriam dificultar isso mesmo.
Mas isso não implica que esses cursos devam existir. Eles são um reflexo do laxismo e economicismo existente na formação em acupunctura. São o resultado da ausência de regulamentação.
Nenhuma profissão de saúde reconhecida admitiria este tipo de licenciaturas. Na realidade a tendência das profissões é exatamente contrária: ou seja cursos cada vez mais completos e exigentes que garantam a melhor formação possível.
Mesmo em Portugal com o projeto Bolonha imensos cursos continuaram como licenciaturas. Mas em acupuntura parece que 1 fds por mês, quando tanto, é suficiente.
E depois queremos ser respeitados? Depois ficamos indignados quando ouvimos criticas à nossa falta de formação? Já não basta o fato de manipularmos sistematicamente conceitos de MTC, termos ideias completamente erradas acercadas suas bases, ainda queremos licenciaturas de fds onde a formação é muito superficial, quase não há aulas práticas e os estágios clínicos andam num limbo entre inexistência total ou existência irrisória.
Eu admiro as pessoas que tiram cursos e procuram dedicar-se à profissão que escolheram. Mas sinceramente assim nunca vamos conseguir nada.
Em termos educacionais ou de preparação técnicas para o exercício da profissão somos sub-nutridos.
abraço
de forma generalista é fácil defender a extinção dos cursos com menor carga horária, mas o q muitas vezes se passa nestas discussões n é uma efectiva preocupação com a qualidade do ensino e a defesa dos pacientes mas uma “guerrinha de associações e escolas” pois na realidade existem profissional mt bons de varias e diferentes escolas, conheço acupunctures maus de todas elas sem excepção e mt bons tb, o mérito e capacidade do profissional depende mt mais da sua dedicação, trabalho e amor a profissão q os anos passados a ouvir outros onde mts vezes entra a cem e sai a mil, agora uma forma de realmente tentar uniformizar a qualidade seria a criação de uma ordem com exames de acesso a carteira profissional iguais para todos, e ai sim estaríamos a falar de algo tangível e concreto. Devo dizer que sou formado pela APA-DA estou a exercer á mais de 5 anos e á mais de 3 é a minha exclusiva actividade, por isso julgo q qualquer pessoa q esteja nesta área sabe n existindo resultados é uma impossibilidade a permanência nesta actividade, o “boca a boca” é a grande forma de publicidade e para isso os resultados são imprescindíveis. No entanto a minha formação de base é de “fim de semana” . o publico faz também ele uma selecção dos profissionais. Outro facto que dever ser salientado é o conteúdo programático e a qualidade dos docentes, pois independentemente da carga horária este deve ser o mais completo possível e referindo-me especificamente a APA.-DA é defacto bastante completo , depois é uma questão da pessoa ser pró-activa e dedicada, pois por agulhas é o mais fácil na MTC…
Abraço
Não tem nada a ver com guerrinhas de escolas e associações. Há associações que oferecem cursos de fds e cursos a tempo inteiro (APA_DA ou APPA ou UMC e a ESMOT, por exemplo).
E as criticas são sempre dirigidas para um tipo de cursos.
E não digo que não existem bons e maus profissionais em todo o tipo de escolas.
O que afirmo é que não existe uma única profissão de saúde regulamentada que aceite este tipo de cursos.
Podem arranjar as desculpas que quiserem para os justificarem. Mas efetivamente não existem profissões de saúde que aceitem este tipo de cursos. Ainda não se aperceberam que são profissionalmente despristigiantes? Que afetam a imagem pública da profissão? que afetam a qualidade do ensino?
Cursos de saúde que até há pouco tempo nem estágio clinico tinham? Mas o que interessa é que supostamente são bastante completos.
Como a MTC dificilmente será reconhecida, o futuro está em cursos flexiveis como os da APA-DA. Cursos como o da ESMTC estão condenados, porque são rigidos e querem agradar a quem não lhes presta nenhum valor. É certo que oferece outra qualidade, quer a nivel teórico e prático, mas no final o que importa é o interesse que os alunos têm naquilo que aprendem. 5 anos com aulas diárias é demasiado tempo para aprender um sistema que é “redondo” e nem é assim tão complicado como aparenta ser. Há muita “palha” nesse tipo de cursos. É preciso flexibilidade, adaptar-nos ao momento actual e não conservar pedagogias antiquadas porque a concorrência é cada vez maior.
Abraço
concordo perfeitamente com o que afirmaste Ricardo.
Infelizmente isso não representa nada de saudável para a profissão.
É que a flexibilização leva a um desleixe cada vez maior. Por exemplo depois de licenciaturas com 1 fds por mês vem as licenciaturas online e vem cursos de 4 ou 5 fds onde se aprende toda a mtc que há para aprender. Mas vamos adaptar-nos aos tempos que vem e flexibilizar-nos.
NOTA: é verdade que os cursos tem muita palha mas não concordo que seja um sistema fácil de aprender. O problema é que ele está sub-desenvolvido em Portugal. Vai à Inglaterra comparar o ensino da matéria médica com o que é dado em Portugal e depois falamos.
Continuo a achar que é o mercado que faz a selecção dos profissionais.-tal como o colega refere- Sempre o foi e sempre o será! Tenho formação da APA-DA /curso de fd.Acabei o curso há 2 anos e nao tenho prática exclusiva em MTC.Não faço publicidade de nenhuma forma.Em tempos o Nuno referiu que face a minha formação, jamais deveria exercer.Devo apenas referir, que apesar da minha tão propalada formação ser má, 15% dos meus pacientes são médicos, que têm a amabilidade de me referenciar pacientes .Como tive tão má formação tb tenho juizes como pacientes, quer para patologia como ar estética.Tenho um protocolo que assinei recentemente com a instituição da área da saúde, e faço parte de uma equipa multidisciplinar, em Leiria, onde trabalham clínicos de várias especialidades alopáticas e um cirurgião plástico. .Nunca em nenhuma das entrevistas fizeram qq referencia á minha formação ( excepto o Nuno) Pelo que me apercebo até há úm certo alivio por ter tirado o curso no Choy! Devo ter muita sorte,pq devo confessar, que de MTC não percebo nada.
Se o mercado fizesse uma seleção eficaz dos terapeutas conheço muiytos colegas meus que já não exerciam. Duvido que existem astrólogos, tarólogos ou homeopatas.
Isto para não falar da propaganda falsa que existe em acupuntura: 96% sucesso para deixar de fumar, deixar de fumar em 2 consultas, curar fibromialgia em 2 consultas, etc…
Nem é justo usares os teus doentes como exemplo: provavelmente és um profissional de saúde que trabalha com médicos, a maioria dos doentes nem sequer sabe de MTC para poder avaliar se deverias ou não exercer.
Mas podes dizer-me quantos desses médicos teus doentes aceitariam o tipo de cursos da APA-DA para a profissão deles. Eu respondo-te: NENHUM. Mas ainda bem que sentes aliviado!
O sr. Nuno Lemos tem algum tipo de recalcamento, julgo ser um complexo de superioridade, revestido por necessidade de segregação e elitismo profissional. Se sr. Nuno nunca tirou um curso de fim-de-semana como pode dizer se é bom ou não? Liguei para uma das instituições supra mencionadas e questionei se o curso de fim de semana tem o mesmo conteúdo, ao que me responderam que sim, a diferença é que no diurno acabam por ouvir a mesma coisa mais vezes, o que facilita a interiorização. Fiz uma pesquisa por sites chineses e por lá acupunctura está para nós como os cursos de esteticismos, ou seja ensinam a espetar as agulhas em 4 semanas e isto em universidades reconhecidas.
Boas
Não sei sinceramente como responder a tão alta sumidade em conhecimento e humildade.
Pelos vistos exigir cursos completos e exigentes em termos teóricos e práticos na área da saúde pode ser classificado como “algum tipo de recalcamento, julgo ser um complexo de superioridade, revestido por necessidade de segregação e elitismo profissional.”. Absolutamente brilhante. Não sabia que também já existiam cursos de psicologia em fim de semana.
Depois vem a pérola: “Liguei para uma das instituições supra mencionadas e questionei se o curso de fim de semana tem o mesmo conteúdo, ao que me responderam que sim, a diferença é que no diurno acabam por ouvir a mesma coisa mais vezes, o que facilita a interiorização.” Absolutamente brilhante. Devia estar mesmo à espera que me fossem falar mal do curso que estão a vender. Isto é de gritos.
E se você acha mesmo que um curso de 1 fds por mês (se tanto) durante 4 anos lhe ensina a mesma coisa que um curso a tempo inteiro durante 4 anos então é mais burro do que parece. Sem dúvida deve fugir dos cursos a tempo inteiro.
Depois a pesquisa em sites chineses onde para eles a acupuntura é como os cursos de esteticismo para nós. A sério? Brilhante. Adorava ver qual é o profissional que vai exercer para hospitais públicos chineses com 4 semanas de curso.
Se calhar o que encontrou foram cursos para ocidentais que como não podem exercer na China e pagam bem é-lhes oferecida todo o tipo de porcaria de curso. E como muitos ocidentais que lá vão são completamente ignorantes, autênticos analfabetos, em medicina chinesa pagam qualquer coisa.
Mas como não percebe absolutamente nada de medicina chinesa, como não faz ideia de como se processam os cursos na China e quer mostrar o que aprendeu nos cursos de fds em psicologia quer-se vir aqui mostrar.
Só para esclarecer estes 3 pontos:
1 – exigir cursos sérios e exigentes credibiliza uma profissão e é típico de qualquer sociedade desenvolvida.
2 – quando quiser opiniões sobre um produto não as peça ao vendedor. Ele só lhe vai dizer maravilhas do produto.
3 – Para exercer MTC na China precisa tirar uma licenciatura a tempo inteiro durante 5 anos. E ainda tem mais tempo de estágios e especialização.
Não volorize o que o Nuno diz.PO comentário que fez sobre o meu post, já foi alvo de grandes gargalhadas,Nota-se claramente algum amadorismo e inconsequencia.Eu trabalho com equipas sérias e mistas,não trato nada sem saber o que estou a fazer e nem aceito diagnósticos dos próprios pacientes.Apesar o nuno dizer que trabalha há 10 anos, ainda revela sintomas de recém licenciado.
Abraço
Se calhar nãos e devia era valorizar o chorrilho de disparates que o João escreveu. Mas para isso era preciso realmente alguêm que além de dar gargalhadas tivesse bom senso.
Fico muito feliz por saber que trabalha com equipas sérias. Também fico muito feliz por saber que de todos os profissionais de saúde com quem trabalhas tu és provavelmente o único com cursos fds.
Porque não há um único curso de saúde em Portugal homolgado que seja de fim de semana. Nem as ordens ou associações profissionais iriam permiti tal coisa.
Mas deixa para lá. Continua a sonhar que o mercado faz a selecção e que qualquer profissão séria de saúde vive à conta de cursos de fds.
Realmente brilhante ver uma área de trabalha ridicularizada desta forma e ver profissionais ou futuros profissionais acharem amadorismo ou sintomas de recêm licenciado o desejo de cursos sérios e completos.
Parece um remake de George Orwell.
Enganas-te, os cursos de Medicina Chinesa dados pela faculdade de Medicina , nota Faculdades de medicina, são dados em regine de fds.o Reconhecimento da tua formação é só teu!A tua escola é totalmente desconhecida nos circulos academicos.Porque será??’
Curso sério? Completo? Nuno, sabes mesmo o que estás a dizer??? Quem é que diz que o teu curso é sério e completo? Se assim é pq razão a vossa escola foi obrigada a tirar a designação superior, passando a chamar-se escola de MTC apenas. Belo reconhecimento . Eu tenho o reconhecimento dos profissionais de saúde.São esses que definem e avaliam a qualidade dos profissionais.Não escolas de acupunctura em que 95% dos professores, de saúde pouco ou nada percebem.por isso acho não se pode valorizar mto do que dizes.Tem apenas algum cuidado com a forma como apresentas as tuas opiniões.è fácil eludir quem pouco sabe.
Não sejas tão egocentrico. A acupunctura é mto mais do que aquilo que tu preconizas. Sabes, por esse tipo de ressabiamento é que a acupunctura esta como esta.
Abraço
Cursos de medicina chinesa em fds na China? Ok.
Quanto ao desconhecimento da escola nos círculos académicos nem te preocupes. É que existem vários círculos académicos: estás a falar do de Nanjing, que tem contrato com a OMS para divulgação da MTC?
Está respondido.
Eu não disse que o meu curso era completo. Na realidade noutros artigos até critiquei todos os cursos em Portugal quando os comparei com cursos ingleses por exemplo. Na altura a critica era feita para o ensino da matéria médica.
Em segundo lugar eu não estou a defender a minha escola. estou a defender um tipod e curso sobre outro. E como parece estares mais interessado em falar mal e arranjar confusão em vez de leres o que escrevo aqui fica:
“Na realidade nunca critiquei a UMC. Não posso dizer se é um bom curso ou não, mas sei que tem as condições para servir de forma correcta os interesses da profissão. Tem um curso com horas teóricas e práticas exigentes e oferece prática clínica aos seus alunos (pelo menos no papel. Mais uma vez volto a relembrar a minha ignorância acerca do funcionamento prático do curso).
Aos futuros alunos aconselho sempre a ESMTC e a UMC pois são os únicos cursos que conheço e apresentam as melhores condições.”
Ops. É o que dá não ler o que escrevo e falar de alto do púlpito. Este conjunto de artigos não é sobre uma escola ou outra. É sobre tipos de cursos.
Tu é que quiseste tornar isto uma cruzada em nome de ofensas que nunca existiram.
A escola foi obrigada a retirar o superior porque a profissão não está reconhecida nem os cursos homolgados. UAU Que descoberta fantástica…
O resto do comentário é simplesmente tendencioso e idiota pelo que nem lhe vou responder. De qualquer forma o meu curriculo ou a minha formação em saúde é bem conhecido. Ao contrário de muitos criticos meus.
” – Para exercer MTC na China precisa tirar uma licenciatura a tempo inteiro durante 5 anos. E ainda tem mais tempo de estágios e especialização.” só uma pergunta: Fizeste a licenciatura na china ou um exame que validou o teu diploma? Se assim foi, es diploma e não licenciado pela universidade chinesa.Será assim??? Desculpa é só para entender
Abraço
Fiz a licenciatura em Portugal e na China.
E caso não tenhas reparado estou a falar de cursos de medicina chinesa na China para chineses. Era disso que se falava.
Na presença de mais alguma dúvida
Boa tarde,
Mais uma vez venho aqui dar o meu contributo. Não estou a conseguir perceber como é que podem avaliar a diferença entre cursos de fim de semana e cursos laborais.
Dou um exemplo muito prático:
Tirei à 12 anos o curso de Engenharia Civil numa Faculdade pública, numa Licenciatura de 5 anos. Hoje em dia exactamente o mesmo curso foi reduzido para três anos. Sublinho: Numa faculdade pública reconhecida. Acaso terei razão com base nesta redução de horas dizer que são menos profissionais que eu?? Mas que eu que tirei o curso em 5 anos é que sou eximia e excelente Engª?
Vão-me desculpar, mas só com conhecimento de causa, avaliação de conteúdos programáticos, curriculos e conhecimento que os Professores teem, seminários, sebentas, etc.. é que se pode formar uma opinião.
Nuno Lemos, tenho toda a admiração por si como colega desta profissão excelente que é a MTC, mas vai-me desculpar mas o tipo de discurso indignificante que está a ter e a julgar como maus profissionais todos os restantes colegas baseado numa premissa “de fdsemana”, é no mínimo desprestigiante para a própria filosofia chinesa.
Consegue certamente encontrar em muitos pensamentos chineses e grandes filósofos, algo, que certamente pode até aplicar à Politica:
Gloriar aquilo que gostámos e defendemos à custa de desprestigiar e falar mal daquilo que não gostámos, não será de todo o melhor caminho a tomar.
Essa sim é uma atitude desprestigiante para a MTC!! E não se é um curso de fim de semana, ou de noite, ou do que quer que seja.
O Nuno aprendeu Fitoterapia?Simples? Quantos?Quais? Que diagnósticos deu nas aulas? Que meridianos? …e podia continuar infinitamente aqui a colocar questões e debatermo-nos acerca de conteúdos programáticos, e o que cada escola lecciona, e certamente chegaríamos a um bom porto, sem nos insultarmos nem dizer: ai o meu curso é melhor que o teu!Sou melhor que tu!
Agora, Nuno Lemos, afirmar com total desconhecimento de causa acerca até das pessoas que aqui vem postar, de que são uns autênticos maus profissionais baseado na historia do fim de semana, causa um certo mau estar. Será que é desta forma que pretende publicitar o seu site? É que não consigo compreender o objectivo de inclusivamente estar a insultar colegas de trabalho.
Mais uma vez parabéns pelo Site, e por favor não o torne numa vulgar discussão com insultos à mistura. Não é bom para o leitor, não é bom para si, e nem é bom para a MTC.
Terei todo o prazer a quem colocar questões sobre o meu curso, UMC, de informar as suas vantagens e desvantagens.
Boas agulhas!
Sónia
Eu aconselhava seriamente a ler o que escrevo antes de fazer qualquer tipo de comentário.
Desde quando eu julguei como maus profissionais todos os colegas que tiraram cursos de fds? Leu sequer aquilo que eu escrevi? Eu vou citar-me:
“Não tenho a mínima dúvida que muitos profissionais credenciados por cursos de fins de semana se tornarão excelentes nesta arte de tratar. Tenho amigos que tiraram o curso na APA-DA e estão a exercer com sucesso. Já tratei doentes que anteriormente tinham sido tratados por acupunctores licenciados pela APA-DA e nada de mal tinham a dizer.”
E estas são as primeiras linhas do artigo. E sobre as pessoas que escolhem estes cursos escrevi:
“Muitos participantes nos fóruns preferem cursos mais completos mas acabam por tirar outros cursos por dificuldades financeiras, incapacidade de deslocação geográfica ou falta de tempo. Não condeno esses alunos. Procuram aprender uma determinada profissão e escolhem de acordo com as suas capacidades.”
E acho de mau tom vir aqui dizer-me que ofendo colegas quando estou a responder aos ataques que eles próprios me fizeram. mas presumo que isso seja irrelevante uma vez que concorda com as criticas deles. Não é muito imparcial mas eu nem me importo.
Relativamente ao conhecimento de causa sobre os diferentes cursos devo dizer que todas as minhas opiniões foram formadas após longa pesquisa, documentada em parte nos artigos anteriores, discussão com colegas que tinham frequentado diferentes escolas e comparação com outros cursos de saúde. Tenho a experiência e o know how para falar sobre o assunto. Mesmo que o que tenha para dizer não agrade.
Quanto à diminuição do curso de engenharia: não me mandem areia para os olhos. Conhece algum curso de saúde homolgado que possa ser feito em regime de fds? Diga-me uma profissão de saúde credível em Portugal que aceite isso? Esta é a pergunta que nunca respondem e fogem sempre com pseudo-argumentos para justificar o injustificável.
E desde quando criticar cursos de fds é despristigiante para a filosofia chinesa? Isto nem sequer tem lógica!
Eu nunca disse que o meu curso era melhor que o teu ou que eu era melhor. Afirmei, afirmo e continuarei a afirmar que cursos de saúde a tempo inteiro onde as matérias teóricas são mais aprofundadas e onde existe extenso currículo prático e estágios clinicos são melhores que cursos de fds. É tão simples quanto isso. E doa o que doer tenho razão quando afirmo isto!
E as comparações que faz entre aprender meridianos, fitoterapia ou o que quer que seja está mal feita. Porque é a profundidade com que aprendes as coisas que define o que realmente se sabe.
Volto a relembrar as criticas feitas ao ensino da fitoterapia em Portugal. os meus alunos que vão estudar para o estrangeiro: inglaterra, EUA, canadá, etc… todos dizem a mesma coisa. A acupuntura é basicamente a mesma coisa e é-lhes dada equivalência mas o ensino da fitoterapia é mais completo. E não digas nada a ninguêm mas para isso precisam de mais horas de aula.
Nuno, passar-me um atestado de burrice sobre o que li até agora é que não. Em tudo o que o Nuno disse até agora e a forma como se referiu aos cursos de fim de semana, coloca em causa a profissionalidade de quem os frequenta e quem os terminou. Não me vou dar ao trabalho de efetuar citações porque está bem patente em várias frases que cá escreveu. Ou acha que os que estão a vir cá postar irritadissimos consigo é porquê? É simplesmente porque está com uma opinião sua e muito bem, a defender os seus pontos de vista e muito bem, mas, de uma forma que coloca em causa o profissionalismo de muitos.
Não me atire areia para os olhos com citações amáveis sobre UMC. Eu estou a falar do que comentou sobre cursos de fim de semana, e não UMC.
Aliás está aos olhos de quem queira ler.
“E acho de mau tom vir aqui dizer-me que ofendo colegas quando estou a responder aos ataques que eles próprios me fizeram. mas presumo que isso seja irrelevante uma vez que concorda com as criticas deles. Não é muito imparcial mas eu nem me importo.”
Acha? Meu caro amigo Nuno, não me ouve dizer que curso A, B ou C que é mau pois não?Nem me ouve a ser tendenciosa a insinuar que quem tira curso A, B ou C é assim e assado (está bem patente as insinuações que deixa no ar).
“Quanto à diminuição do curso de engenharia: não me mandem areia para os olhos. Conhece algum curso de saúde homolgado que possa ser feito em regime de fds? Diga-me uma profissão de saúde credível em Portugal que aceite isso? Esta é a pergunta que nunca respondem e fogem sempre com pseudo-argumentos para justificar o injustificável.”
Percebeu o que lhe disse?Acho que não. Reduza um curso de 5 anos para 3 anos, e veja a carga horária que reduziu. Não interessa o nº de horas, mas sim a qualidade de ensino! Como pode colocar em causa a qualidade do ensino num curso de fim de semana, se nem sequer sabe ao certo quem lecciona, nem conhece com rigor o que lá se passa?
“E desde quando criticar cursos de fds é despristigiante para a filosofia chinesa? Isto nem sequer tem lógica!” Desde que a sua postura demonstrada até agora, vai contra tudo o que a filosofia chinesa ensina. É que sabe Nuno, MTC é muito mais que simples MTC. É uma forma diferente de viver, de estar na sociedade, de levar a nossa opinião até outros. Obviamente que o Nuno não está preparado para ouvir falar sobre Daoísmo, e etc… E MTC não é só MTC, reflita nisto antes de começar a respingar.
“E as comparações que faz entre aprender meridianos, fitoterapia ou o que quer que seja está mal feita. Porque é a profundidade com que aprendes as coisas que define o que realmente se sabe.”
Ora agora é que disse tudo. Mas espere, eu pensei que o Nuno dizia que interessava o numero de horas que passamos a ter aulas. Fiquei confusa, afinal é a profundidade com que aprendemos as coisas, e a qualidade do ensino, ou é o numero de horas?
“Volto a relembrar as criticas feitas ao ensino da fitoterapia em Portugal. os meus alunos que vão estudar para o estrangeiro: inglaterra, EUA, canadá, etc… todos dizem a mesma coisa. A acupuntura é basicamente a mesma coisa e é-lhes dada equivalência mas o ensino da fitoterapia é mais completo. E não digas nada a ninguêm mas para isso precisam de mais horas de aula.”
A sério? Acaso estudaste a História da Medicina Chinesa?Aconselhava-te a percorreres as dinastias todas, e debruçares-te atentamente sobre o percurso da fitoterapia ao longo dos tempos. A fitoterapia, a dietetica, e a ginastica/exercicio, andaram de mãos dadas com a acupuntura desde no mínimo 3000 AC. Mas se calhar os teus alunos é que teem razão.
Eu lamento Nuno que entre todos que estão aqui a debater, não o consigam fazer sem insultos. MAs o Nuno é o moderador, e como tal tem alguma responsabilidade na forma como modera. É preciso habilidade para não ferir susceptibilidades.
É preciso consciência moral para não ferir susceptibilidades.
E é preciso conhecimento de causa para opinar sobre algo. Opinar, e não criticar duramente tentando rebaixar os cursos de fim de semana.
Acha que quando tirei o curso de engenharia civil vinha preparada para o mercado de trabalho com práticas??
Acha que um médico quando termina o curso está 100% à vontade com tudo?Acha que um psicólogo sai do curso espectacularmente preparado para tratar?
Fiz seis meses de prática clínica este ano, na escola UMC. Se queria mais?Queria. Se queria o euromilhoes?Também queria.
Como é que pode criticar este tipo de cursos se nem sequer sabe que tipo de pratica clínica estão a praticar neste momento?Pelo menos na UMC?
E mais uma vez, já sei que não está a criticar a UMC. MAs está a criticar o curso de fim de semana, está a dizer que é um reflexo do laximos do nosso País, o que só por estas palavras, enfim.
““afirmar com total desconhecimento de causa acerca até das pessoas que aqui vem postar, de que são uns autênticos maus profissionais baseado na historia do fim de semana, causa um certo mau estar”. – Consegues realmente sustentar isso no artigo ou nos comentários ou pretendes somente dar a entender que eu sou o mau da fita? É que tirando provocações que deixei bem respondidas nunca fiz tal afirmação.”
Ó Nuno, basta ver a reacção negativa que provocaste. E como te referi, não estou a dizer que os outros teem razão, mas estão meramente a reagir às tuas ofensas, e sim, causou mau estar.
Cabe-te a ti aceitar ou não a minha opinião. 🙂
Boas agulhas.
Boa Sónia
Antes de tudo gostaria de esclarecer uma coisa: eu respeito e aceito a tua opinião e em nenhum momento pretendi passar-te um atestado de burrice. No entanto não concordo minimamente com o que escreveste. E verdade seja dita: não o consegues sustentar com nada escrito por mim.
Os meus ataques são aos cursos de fds e não aos seus profissionais e já me citei vezes suficientes para provar isso mesmo. Está bem patente no artigo.
Quando escrevo sobre más traduções (que são feitas em todas as escolas e até ultrapassam a nossa profissão) não vejo ninguêm dizer que estou a colocar em causa o profissionalismo de determinado escola porque usa más traduções dos termos chineses.
Compreendo perfeitamente que muitos alunos dos cursos de fds se sintam ofendidos com o que escrevo sobre os diferentes cursos. No entanto estas linhas não são dirigidas aos mesmos. Basta ler o primeiro parágrafo deste artigo.
O que está em causa são cursos que dignifiquem a profissão. Está em causa dar parâmetros que permita aos interessados seleciconar um curso que lhes possibilite bastante prática e aulas práticas (algo essencial num curso de saúde) e um bom embasamento teórico.
Eu nunca fiz citações amáveis da UMC. Fiz uma citação para dar a perceber que isto não era um artigo sobre uma escola particular mas sim sobre tipos de cursos. Coisa que parece passar despercebida a muitas vezes que falam comigo em particular ou vem aqui comentar.
Falinhas mansas? Parece-te mesmo o meu estilo?
A tua citação não é sobre o que comentei acerca dos cursos de fds mas sim uma resposta a ataques pessoais. Uma coisa não tem nada a ver com outra. E isto estava relacionado com uma afirmação tua totalmente insustentável nos meus escritos. E para a qual eu pedi citações ainda sem nada à vista.
E agora vem a desculpa da quantidade versus qualidade. Excelente. Qualidade e quantidade são ambas necessárias. Ninguêm coloca isso em causa. Aconselhava rever os artigos anteriores. Esta mesma desculpa foi usada por uma colega quando se falava do ridículo de ter um estágio clínico onde só se via 1 doente real por ano.
Usar a qualidade, que nãos e consegue avaliar e é definida pelo teu interesse próprio, para justificar a falta de quantidade necessária é ridículo.Eu posso ensinar a matéria de acupuntura do 3º ano em 10 horas. Mas será que eu consigo fazer melhor com 20 horas? E a qualidade de ensino é a mesma.
E isto faz muita diferença no ensino da acupuntura porque uma coisa é dizer-te para decorares a classificação de alguns pontos e outra completamente diferente é pegar na classificação e combinação de pontos e começar a desenvolver protocolos. Na maioria das vezes que falo com colegas de fds e começo a entrar na construção de protocolos não raras vezes ouço “nunca ninguêm me ensinou isso assim”.
E eu conheço professores de outras escolas e eles não são burros. Simplesmente não tem tempo para ensinar as coisas como deve de ser. Até os alunos referem isso mesmo (a necessidade de desenvolver mais a matéria).
E sim, a falta de horas impede o professor de desenvolver corretamente a matéria. E a minha resposta em nenhum momento mandou areia para os olhos. Porque isto está intimamente relacionado com a credibilidade dos cursos e da profissão. E tu não me consegues dizer um único representante de uma profissão de saúde que aceite esta situação simplesmente porque não há. Ela é considerada intolerável para esses profissionais.
E mandas areia para os olhos quando referes o curso de engenharia porque simplesmente se associa ao mesmo um mestrado e ficam os 5 anos à mesma. E porque podes retirar disciplinas que não são totalmente necessárias. Mas por muitas alterações que faças nunca ficas com um curso tipo os cursos de fds em acupuntura. Estão a milhas de distância um do outro.
E falo unicamente de acupuntura tradicional chinesa. Porque se for falar de associar trigger points com miologia funcional sistema nervoso e teoria dos meridianos parece que estou a falar grego.
Tu pretendes passar a ideia que eu escrevo sem conhecimento de causa. Mas isso está longe de ser verdade. Como deixei bem sustentado em artigos anteriores a minha opinião é baseada em imensos relatos escritos de alunos dessas instituições. E isto sem falar de amigos e imensos contatos que tenho regularmente com pessoas dessas escolas. É que ao contrário do que tu possas pensar nem toda a gente me odeia e muitos, apesar de não publicamente, concordam comigo.
Também não percebo o teu comentário sobre história da medicina chinesa. Eu falo sobre um aumento do número de horas no ensino da fitoterapia como necessidade de aprofundarem mais a matéria e tu vens falar de história da MTC?
O que é que isto tem a ver uma coisa com a outra?
E um pequeno aparte. Quando afirmas: “A fitoterapia, a dietetica, e a ginastica/exercicio, andaram de mãos dadas com a acupuntura desde no mínimo 3000 AC.”
Estás errada. Um exemplo: dinastia Tang. É que a acupuntura devido muitas vezes aos perigos que representava era desconsiderada em favor de outros tratamentos como a moxibustão ou fitoterapia. Na dinastia song as coisas mudaram um pouco mas mesmo assim a acupuntura era desconsiderada relativamente a outras formas de terapia mais seguras.
Noutro ponto escreves:
“Acha que um médico quando termina o curso está 100% à vontade com tudo?Acha que um psicólogo sai do curso espectacularmente preparado para tratar?”
Obrigado. Talvez seja por isto que eu sou tão chato quando falo em aulas práticas e estágio clinico. É que nos artigos anteriores referi o problema das nossas condições de trabalho (na maioria das vezes sem profissionais mais experientes e sabedores) o que ainda puxa mais a necessidade de ter bons cursos.
A falta de preparação para exercer após o curso é normal em todos os profissionais de todos os cursos (de acordo com alguns alunos de cursos de fds isso não é 100% verdade) mas isso deveria levar-nos a procurar desenvolver cursos que colmatassem esses receios iniciais… digo eu. O falta de prática no inicio da carreira não é justificativa para cursos virtualmente sem prática.
O ter provocado mau estar com os meus artigos não significa que tenha escrito nada a ofender o profissionalismo desses colegas. Pelo contrário como está bem patente. Se criei mau estar. É evidente. Mas isso não significa que tenha escrito nada a ofende-los.
Considero normal que as pessoas vistam a camisola do clube e respondam e até se sintam ofendidas. Mas efetivamente quanto muito a sentirem-se ofendidos são os responsáveis por esses cursos e não os alunos que lá estão. Voltem a ler o artigo e aquilo que escrevo e depois sustentem nisso as afirmações que fazem.
E como profissional que quer uma classe profissional forte, uma profissão regulamentada séria vou sempre lutar por uma boa formação. Como fazem todos os profissionais de saúde de todas as áreas.
E para nós que pretendemos ser regulamentados e ter autonomia clinica a formação ainda é mais importante.
Cabe-te a ti aceitar ou não a minha opinião
Boas agulhas
Sónia,
Só para esclarecer que é verdade que o Nuno sabe o que fala, quando se refere aos cursos de fds. Ele diz que muitos dos alunos desses cursos concordam com ele, apesar de não o fazerem publicamente, pois eu estou aqui, publicamente, e enquanto diplomada da APA-DA há 4 anos, a concordar com o Nuno.
Nenhuma universidade te prepara em absoluto para o que é o mercado de trabalho, e para o que é exerceres a tua profissão. Mas é para isso que servem os estágios. No final do teu curso alguém te disse “Vai abrir a tua empresa de engenharia civil e tem uma boa vida profissional”? Pois não, o diploma do teu curso não te dá direito a seres engenheira, para isso tens que ser admitida na Ordem dos Engenheiros, após os necessários exames.
Não digo que quem tira o curso na ESMTC acaba o curso sem dúvidas. É óbvio que há muito bons profissionais que saíram do meu curso, porque na altura o curso tinha muito menos alunos, logo, muito mais acompanhamento.
Mas nem precisamos ir mais longe, uma breve visita ao site da UMC, uma visualização do vídeo promocional da UMC e logo se verá que o curso de fds “é para quem tem uma profissão e quer saber algo mais sobre a MTC” e o curso diário “é para quem quer exercer MTC”.
Portanto, parem de defender o indefensável.
Bjs,
Rita
Obrigado Rita pela coragem em vir falar.
A maioria das pessoas na tua situação decide não dar opinião publicamente.
Ou se dá uma opinião ligeiramente negativa dos cursos desculpa-se logo com adjetivos maravilhosos sobre o mesmo.
Seria importante que mais opiniões viessem a público para as pessoas não pensarem que isto é uma guerrinha de capelinhas (escola A versus escola B) ou que as criticas são totalmente injustificadas.
Mas para fazer isso é preciso coragem. Tu tiveste-a. Estás de parabêns.
jinhos
Outro pormenor. Quando escreves:
“afirmar com total desconhecimento de causa acerca até das pessoas que aqui vem postar, de que são uns autênticos maus profissionais baseado na historia do fim de semana, causa um certo mau estar.”
Consegues realmente sustentar isso no artigo ou nos comentários ou pretendes somente dar a entender que eu sou o mau da fita? É que tirando provocações que deixei bem respondidas nunca fiz tal afirmação.
boas agulhas
Nuno, a tua escola não é reconhecida,tu nem sequer devias tocar em pacientes. porque não tens formação para tal.-Para isso basta olhar para os teus casos clínicos e ver as falhas de palmatória na avaliação dos pacientes.Eu tenho 20 anos de prática clinica.Tenho reconhecimento do ministério de educação e da saúde.Qtos anos tens tu de clínica? 10 anos??? Não gozes comigo.vens tu questionar o que faço.Nem tu e nem ninguem .E nem sequer te admito tais observações.Achas que es bom? .es um bom teórico e como todos os teóricos falam muito e fazem pouco.Não tens licenciatura nenhuma em MTC, a tua escola nem sequer é considerada superior.Es diplomado sem licença para exercer! eu sou mau profissiopnal e trabalho em MTC numa instituição pública com médicos alópaticos.Tu es perito e mestre em MTC e onde trabalhas?Quem te conhece? que credibilidade tens tu? Já foste avaliado pelos teus pares?E por colegas de outras valências de medicina ?Não entres em discussões sobre práticas clínicas e exercicio da profissaõ comigo, pq ficas a perder de certeza.Quem te disse que sabes avaliar pacientes?Mesmo o curso de saúde que tiraste não te prepara para avaliar pacientes e vens cá cantar de galo?…COMENTÁRIO EDITADO…Eu tenho entrada directa nos cursos de pós -graduação em MTC nas faculdades de Medicina, e tu?? Eu recebo pacientes indicados por clínicos , e tu? Em Medicina dentária eu tenho curriculum, em MTC tenho óptimos resultados com meia duzia de consultas.Não dou 15-20 …consultas.Enganas apenas quem tem uma formação similar a tua..Sabes Nuno, tu nunca poderias fazer parte da direcção de uma associação profissional ou de uma futura ordem….COMENTÁRIO EDITADO…Engraçado, o que noto, é quem tem de facto má formação são sempre os que mais falam…. COMENTÁRIO EDITADO… Outra Coisa, respeita os profissionais de outras praticas clinicas.Não vais mudar o mundo e acabas sempre por criar má imagem da Medicina Chinesa. Os acupunctores portugueses de certo não têm a mesma posição ou a mesma opinão que tu.
…COMENTÁRIO EDITADO…
abraço
Sabes Nelson
Eu pensei responder na mesma moeda ao teu comentário. Com o mesmo tipo de ofensas. Mas acho que chega a uma altura e as coisas tem de parar.
O teu último comentário foi editado. As partes editadas foram somente as ofensas fúteis sem qualquer tipo de utilidade. E para minha surpresa quando editava o comentário vi que não és um Nelson qualquer mas sim o Nelson Vilaça.
O mesmo Nelson se bem me lembro que ia ao barrio dançar kizomba? O mesmo Nelson que ia tomar café para eu lhe dar gigas de livros de MTC em pdf? O mesmo Nelson que queria à força toda fazer um estágio clinico comigo? O mesmo Nelson que quase me mendigou para lhe ensinar a tratar problemas como nevralgia do trigémio porque ele não tinha formação para tal (como admitiste na altura)? O mesmo nelson que apresentava sempre um discursos alarmista e no meio metia meia dúzia de larachas sobre acupuntura? O mesmo Nelson que não tem metade do conhecimento dos meus melhores alunos de 3º ano? O mesmo Nelson que estava sempre a pedir para eu ir à clinica dele para ver os doentes e ajudá-lo a tratá-los? É realmente triste.
E vens criticar os meus casos clinicos? Já o tentaste uma vez e a única coisa que conseguiste foi mostrar que não sabes a diferença entre MTC e outras áreas de saúde.
Os meus casos, ao contrário dos teus, estão publicados. Quando quiseres podes comentá-los à vontade. Vou ter imenso gosto em ensinar-te mais algumas coisas.
~
E falas da escola que não está regulamentada? Ti tiraste um curso de fds que não está regulamentado. Estás a brincar comigo? É que só o facto de te conhecer torna ainda mais idiota todo o teu comentário.
As clincias onde trabalho são bem conhecidas e estão publicitadas:
Clinica Médica Policonsult
Gabinete de Fisioterapia do Desporto
Clini7 – este é aquele gabinete de fisioterapia onde tu estiveste para ir aprender a tratar nevralgias do trigémio e outras problemas. Também podemos falar da paralisia facial – ainda me pediste uns conselhos sobre como tratá-las… enfim…
Tirando a minha família, amigos, colegas e doentes sou lido por mais de 350 mil pessoas os meus artigos tem 1 milhão de visualizações. Sou bastante conhecido em Portugal e Brasil.
Ao contrário de ti os meus casos clínicos são analisados extensamente por imensos profissionais em Portugal e Brasil (e não só…). E também sou famoso na Suiça… esta descobri há pouco tempo.
Sou constantemente avaliado pelos meus pares, mesmo por aqueles que falam sem ter nada para dizer. É o que dá ter mais de 800 artigos publicados online.
E como sabes recebo doentes enviados por médicos. É que como também sabes não há muita gente a tratar a paralisia facial tão rápido quanto eu ou a tratar casos perdidos de neuropraxia (e não digo que não existam. Digo somente que não há muitos. E alguns daqueles que conseguem esse sucesso é porque vieram aprender com os meus casos clinicos…)
E discussão sobre prática clinica? Tu tens 20 anos de prática a olhar para dentes. Estás a brincar comigo? Tu acabaste o curso de acupuntura há pouco tempo. Não percebes nada do assunto. Andas a mendigar pela minha ajuda. Não tens prática nenhuma com acupuntura e eu é que falo de alto? E vens criticar a minha prática clinica quando não tens experiência nem conhecimento para o fazer? Que vergonha.
Para mim acabou. A próxima vez que queiras comentar algo no blogue apresenta argumento porque se for esta palhaçada eu mando-te o comentário para spam. Esta foi a maior manifestação de falta de personalidade a que eu já assisti. Verdadeiramente vergonhoso.
PS: eu vou continuar a publicar os meus casos clínicos para que tu possas cá vir aprender e depois falar mal.
Devias ter vergonha qdo desonras os outros colegas ensinando acupunctura aos fisioterapeutas apenas com o intuito de ganhar dinheiro mesmo sabendo que num futuro próximo vais sair a perde!!A acupunctora deve ser apenas e só exercida por acupunctores! Preocupa-te com isso e não penses só e amealhar dinheiro!!Por causa disso devias pedir desculpa a todos os profissionais da área.Es incongruente.Falas mal dos cursos fds e e achas que os fisioterapeutas a quem ensinas têm mais legitimidade para o exercício da acupunctura.deves ser o Van Nghi!!
Abraço
a sério? Depois de todas as conversas que tivemos sobre este assunto este é o teu melhor comentário?
As tuas tiradas sobre a minha ganância são absolutamente brilhantes.
Boas,
Na minha humilde opinião, parece-me que o curso de MTC deverá ser ministrado por escolas que reunam um bom curriculo para tal, bons professores, bons conteudos programáticos. É que não me parece também correcto dizer que MTC é boa é nas pós-graduações nas faculdades de medicina. É que senão o príncipio é o mesmo do Nuno Lemos. Uns dizem que cursos de fim de semana nem pensar, outros dizem que o que vale é nas Faculdades de Medicina. E as coisas não são assim, cada escola segue a sua linha de pensamento, e o facto de estarem ou não reconhecidas, tem a ver com outras questões que se prendem com a introdução de MTC em Portugal. Não compreendo como é que já ouvi Profissionais de Saúde afirmar que MTC só deveria ser aplicada por Médicos, Enfermeiros, etc.. E essa questão tem duas questões associadas.
1 – Uma é por politiquices, que quase de certeza que isto vai ser uma guerra porque a Classe Médica vai querer açambarcar esta vertente. Venha quem vier, e digam o que disserem, no fim resume-se a dinheiro. E se dá dinheiro, então vão querer limitar à Classe Médica. É que mesmo dentro de um circulo grande de vários colegas com quem contacto, já comecei a ouvir uns zunzuns acerca deste assunto.
2 – A outra questão, prende-se com o facto de Medicina Chinesa, não ter a mesma linha de pensamento da Medicina Ocidental. Se acresce mais valia ter conhecimentos de Medicina Ocidental e tirar o Curso de MTC, sim acresce. Se é imprescindível? Não, não é.
Boas agulhas!
Antes de mais obrigado a todos pelo aceso debate sobre MTC. Se não fosse esta leitura estaria com serias dúvidas sobre o que fazer. Perante tantas questões e indefinição sobre o exercício da profissão debrucei-me sobre a (pobre) legislação. Como muitos de vocês certamente sabem a definição das condições de formação e certificação de habitações está entregue a uma comissão técnica do Min. da Educação, que terá como base do seu trabalho as linhas orientativas da Organização Mundial de Saúde.
_http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/WHO_EDM_TRM_99.1_spa.pdf
Ora o documento desta organização, (relativamente ao exercício da acupunctura) não se refere ao período em que feito o estudo, mas sim horas de formação. Na página 12 a OMS reconhece como curso completo, capacitante para exercicio da profissão, 2500 horas de formação. Seja em regime nocturno, fim de semana, de férias. Por esta ordem de ideias um aluno 8H/dia ao final de 1 ano e meio (com férias pelo meio) estaria pronto para exercer. Ora os 5 anos e as cerca de 8000 Horas de formação, certamente dão outra profundidade ao conhecimento (Como dá um mestrado ou doutoramento), mas não descredibiliza ou diminui que tem as 2500 horas.
É a minha humilde opinião 🙂 espero que jude outros, como vocês ajudaram a mim.
Boa noite Aguiar
Antes de mais gostaria de agradecer o cuidado em colocar o link para o documento da OMS. Relativamente ao que disseste tenho algumas coisas mais a adicionar.
Em primeiro lugar não creio que este documento nos ajude muito porque está em discussão cursos em fds e cursos a tempo inteiro.
Os cursos a tempo inteiro tem muitas mais horas e os cursos de fds tem muito menos horas. É que são cursos de 1 fds por mês (ao contrário do que muitas pessoas pensam não são todos os fds).
Em média dá-te 12 fds por ano. Ao final de 5 anos dá-te 60 fds que se somadas as 16 horas dá um total de 960 horas. Ou seja os cursos de fds tem menos de metade das horas aconselhadas para uma formação básica em acupuntura. E atenção que no documento eles chama a atenção que é uma formação básica.
Também quero chamar a atenção para o facto que eu considerei aqui o fds com horas completas porque de acordo com o site da UMC que publicita um destes cursos isso nems empre é assim. Ou seja existem fds que não são completos. As horas totais ainda são menos do que aquelas que mencionei.
Em segundo lugar como é apontado logo no inicio do documento foi pensada uma pequena formação porque os países não tem a profissão regulamentada, porque em diferentes países existem condições diferentes (só médicos a exercerem ou qq pessoa a exercer), porque a acupuntura não faz parte do sistema nacional de saúde e porque só vai ser usada para um pequeno número de situações.
No entanto como é afirmado na página 3:
“En los países con un sistema oficial de formación en medicina tradicional y en los cuales la acupuntura está firmemente arraigada como componente normal de la atención sanitaria, la capacitación puede prolongarse durante varios años a nivel universitario y se han creado mecanismos adecuados para la supervisión de sus profesionales.”
Ou seja, em países como China e Japão o ensino da acupuntura leva vários anos. Porque efetivamente para eles um acupuntor temd e ter um conjunto de conhecimentos que não pode ser tão limitado quanto aquele que se exije no ocidente.
É esta situação de uma classe altamente educada pela qual nós devemos lutar.
Em terceiro lugar o documento deixa bem patente que o ensino da acupuntura vai ser reduzido a teorias cientificas sobre a mesma e aplicação num pequeno número de doenças.
No entanto não é isto o oferecido em cursos de 1 fds por mês. Nem, infelizmente, em muitas escolas a tempo inteiro.
Nos cursos existentes atualmente o curriculo é bastante diferente daquele mencionado no documento sendo, por exemplo ensinada matéria médica chinesa.
Em quarto lugar o documento ainda está em discussão mas existe aqui um outro problema. A lei 45/2003 indica que os acupuntores possuem autonomia profissional. Para isso é necessária uma formação que nos garanta essa autonomia. As 2500 horas não o garantem.
Por exemplo a formação indicada pela comissão indicadava 2800 horas para grau de licenciado e 4600 horas para grau mestrado. estas 4600 horas garantem a nossa autonomia profissional devido à elevada formação teórica e prática associada à mesma.
Em quinto lugar uma formação mais baixa, regra geral é considerada mais descridibilizada. Por isso mesmo coordenador do grupo que fez este relatório, Dr. Xiaorui Zhang nunca admitiria este tipo de curso no seu próprio país.
Em sexto lugar o documento aconselha um minimo de 500 horas de estágio clinico. Há cursos de 1 fds por mês que não te oferecem 500 horas de prática clinica que é o equivalente a 8 horas diárias durante 63 dias ou 5 horas durante 100 dias (mais de 3 meses).
Eu conheço alunos de cursos de 1 fds por mês que não tiveram estas horas de prática clinica. E isto sem falar das aulas práticas que nem vem mencionadas.
Abraço
Mais uma vez este debate pegou fogo… Confesso que me sinto um pouco triste e apreensivo pelo tom crispado e agressivo com que as coisas são ditas.
Mais do que o curso A ou o curso B o que desacredita e enfraquece a Acupuntura e a MTC é a incapacidade de os seus diversos players se apresentarem como uma frente comum, debatendo INTERNAMENTE os seus problemas e as suas diferenças a todos os níveis (técnicos, pedagógicos, etc.)
Olhando para as profissões mais tradicionais, Economistas, Médicos, Engenheiros, Enfermeiros, Psicólogos, etc (os Advogados são a excepção actualmente mas podem dar-se a esse luxo) não se vê uma guerra pública deste calibre entre a especialidade A e a especialidade B ou entre a faculdade X e a faculdade Y… E podem crer que há rivalidades…
Acho que todos temos a ganhar se encontrarmos plataformas comuns de representação, estruturas internas de debate e formas e metodologias de melhorar o ensino e a formação profissional.
A guerra das capelinhas só aproveita a quem está de fora a espera dos despojos…
Tudo de Bom!
Não te respondi antes pq estava ausente de Pais e como deves calcular não tive tempo de consultar o teu blogue.
Sabes Nuno, esta resposta ainda vem em consequência de uma observação que me fizeste em tempos,tremendamente mal educada, que eu, por uma questão de educação não te quis responder.
Tens por lema o confronto directo e adoras ferir susceptibilidades,mas não gostas quando as pessoas usam as mesmas armas que tu. Mas deixa-me dizer-te umas verdades e se as quiseres colocar como spam apenas me darás razão,
Por uma questão de educação, não te disse nada, mas reparei, que para ti não havia distinção entre nevralgia do trigémeo (independentemente dos ramos afectados ) e as disfunções da ATM( que são inúmeras ) e oss problemas dos elevadores da mandibula. Queria ver de facto como fazias, mas tens de ser verdadeiro a adulto e assumir que nunca te implorei nada. E sabes pq? Porque não conheces das variantes da patologia da cabeça e pescoço, aliás, não tens que dominar essa área pq não a estudaste. Para que sabias, fui fazer o curso sobre acupunctura em Medicina dentária na faculdade de Medicina do Porto, curso esse que foi ministrado pelo presidente da faculdade de MTC da alemanha que por sinal tb é neurologista. Tenho em setembro uma formação na Áustria sobre exactamente esse tema ministrado por uma estomatologista e acupunctura austríaca. Como ves, Nuno, porque raio haveria de te implorar, se o que eventualmente me pudesses ensinar (embora importante), era muito pouco. È uma pena que não tenhas acesso a esse tipo de formação – talvez fosse interessante alargares mais os horizontes. Há claramente uma diferença entre nós – eu não sou hermético. Aprendo com toda a gente pois sempre achei que toda a gente tem sempre alguma coisa para ensinar. Tenho pena que tenhas ficado chateado, mas falta-te uma boa dose de humildade e de respeito. Fui duro nas observações é um facto. Equacionei se a devia publicar ou não o. Mas fi-lo em consciência porque acho que não estás nem de longe e nem de perto a unir os acupunctores mas a afasta-los. sabes tão bem qt eu que há alunos e colegas teus(ou seja, da tua escola) que nem sequer deviam atender um paciente com uma constipação. Nas outras escolas tb os há. Mas devo admitir que há 2 tipos de acupunctores: os que deviam exercer e os que deviam auxiliar. Quais são??? Pode ser um bom tema para discutir .
Abraço
Li a tua resposta na diagonal qdo a respondi. Agora, com mais atenção, vejo que es incorrecto no que dizes para não te chamar outra coisa. Não sei, se com esse tipo de comentário, te queres projectar perante os teus leitores. Qdo te conheci já exercia, não fiz a pós graduação com o prof,Tran( o que dizes que não percebe nada de MTC, portanto, não sou o único ), por não ter tempo (Garanto-te que adoraria).Disse-te apenas que gostaria de assistir uma ou outra consulta tua e como sabes , apesar de me dizeres os dias e locais onde davas consultas, nunca apareci pois não? Não tenho problemas nenhuns em assumir que gostaria de assistir as tuas consultas e que contigo aprendo imenso ( não só sobre que se deve fazer mas sobretudosobre o que não se deve fazer), mas tens que ser verdadeiro . NÃO PODES PUBLICAR COISAS FALASIOSAS. Tu é que disseste que não te importavas de dar estágios a alunos que precisassem. Admiro as pessoas que enfrentam os problemas de forma transparente e que não se escudam em mentiras para parecer bem. Tenho pena que a tua postura tenha sido diferente pois apesar das trocas de palavras azedas ( não é a primeira vez ) sempre achei que fosses correcto. Agora estou eu chateado com essa criancice .Realmente tens de crescer !!!
Abraço
Tens toda a razão. Enquanto não conseguires discutir nada de sério relativamente ao publicado no artigo dou como findada esta conversa. Tenho mais que fazer da vida.
Qdo quesseres responder a alguém edita o texto na integra,não o censures!! assim as pessoas poderão tirar as suas prórias elações.De outra forma ficam condicionadas ao que tu queres que as pessoas saibam!!
quando quiseres chamar batat podre ou associar-me a algum tipo de canideo fá-lo na privacidade do teu lar ou no café ou até em frente a mim mas não no blog.
Virou mesmo guerra de capelinhas… É pena…
Bem, ainda fico perplexa com os comentários de alguns indivíduos, quando por exemplo afirmão o seguinte : “Nuno, a tua escola não é reconhecida,tu nem sequer devias tocar em pacientes. porque não tens formação para tal…..” e ” Quem é que diz que o teu curso é sério e completo? Se assim é pq razão a vossa escola foi obrigada a tirar a designação superior, passando a chamar-se escola de MTC apenas. …” .
Que ignorância….
De acordo com a DGES, a ACSS( ETC) , neste momento, nenhum instituto ou escola têm o direiro de se autoapelidarem de Universidade como por exemplo da UMC do Dr.Pedro Choy( “Bom” Marketing). Por isso qualquer institute que se autodomine de ensino superior será obrigado a retirar esse título,