28.01.2011 – 14:02 Por Alexandra Campos

Pùblico

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) quer fiscalizar as terapêuticas não convencionais, mas para isso é necessário que a lei seja regulamentada. Como este processo ainda não avançou, oito anos após a aprovação do diploma, os cerca de dois milhões de portugueses que utilizam as terapêuticas não convencionais continuam sem qualquer tipo de protecção, criticou ontem o presidente da ERS, Jorge Simões.

“Há uma multiplicidade de unidades que não podem ser registadas [na ERS] e que são uma espécie de terra de ninguém”, lamentou Jorge Simões, durante uma conferência de imprensa em que foi feito um balanço da actividade da entidade.

A lei nº 45/2003 reconhece como terapêuticas não convencionais apenas a acupunctura, a homeopatia, a osteopatia, a naturopatia, a fitoterapia e a quiropráxia. Jorge Simões sublinhou, a propósito, a necessidade de se ir mais longe, clarificando legislativamente “a linha divisória” entre aquilo que são práticas de saúde (onde se incluem estas terapêuticas) e outras práticas que, “prometendo curas, não têm qualquer reconhecimento pelo actual estado da ciência e do ordenamento jurídico português”. “É do interesse dos profissionais sérios que não haja confusão” a este nível, acentuou.

Ao fim de oito anos, apesar de haver um enquadramento legal, ainda permanece por regulamentar a formação e certificação dos profissionais das terapêuticas não convencionais, a avaliação das equivalências, e a credenciação da sua prática. É necessário também que seja aprovado o regime sancionatório e de fiscalização, a regulamentação do seguro de responsabilidade civil e do eventual regime especial da publicidade destas terapêuticas.

A lei nº 45/2003 previa um prazo máximo de 180 dias para a sua regulamentação. O perfil e a caracterização das seis terapêuticas reconhecidas no diploma esteve em discussão pública entre Abril e Junho de 2008.

FONTE BIBLIOGRÁFICA

By |2011-01-29T18:36:41+00:00Janeiro 29th, 2011|NOTICIAS E EVENTOS, REGULAMENTAÇÃO ACUPUNTURA|23 Comments

23 Comments

  1. Catarina Janeiro 30, 2011 at 1:13 am - Reply

    Muito bem! Parece que estão a “acordar” para o velho problema da regulamentação das TNC! Talvez assim seja de facto possivel avançar com o processo e terminá-lo de uma vez por todas.

  2. nuno lemos Janeiro 30, 2011 at 7:36 pm - Reply

    Concordo
    Infelizmente não concordo com algumas das coisas que estão escritas no artigo. lolol
    abraço

  3. Rita Janeiro 30, 2011 at 11:52 pm - Reply

    Diz lá com o que é que não concordas no artigo. Agora fiquei curiosa, para além disso, tenho esperança que seja alguma coisa que dê para discutir lololol.

    Bjs

  4. Catarina Janeiro 31, 2011 at 1:52 pm - Reply

    Sim, tambem fiquei curiosa 🙂

  5. nuno lemos Fevereiro 2, 2011 at 3:13 pm - Reply

    Porque se parte do princípio que após regulamentar se tornam práticas clínicas válidas. Supostamente pretende-se fazer a divisão entre o que funciona ou não com base na lei o que é ridículo. Estamos a colocar ideologias e leis à frente da veracidade científica.
    Mesmo regulamentada duvido que a homeopatia sirva para muito. Dentro da acupuntura ainda existe grande celeuma sobre a sua validade em determinadas patologias.
    Não é por ser regulamentado que funciona. essa é que é a questão com a qual eu discordo. A água não vai ganhar memória após a conclusão do processo de regulamentação. Não a tinha antes não a vai ter no futuro.
    Espero ter satisfeito a vossa curiosidade. lolol
    bjs à Rita (com aquele carinho especial hehe) e abraço à Catarina que ainda não conheço para dar beijos hehe

  6. Rita Fevereiro 7, 2011 at 11:42 pm - Reply

    Ahhh!!! Ando a falhar!!! Como é que não percebi logo que era um problema de memória? Da água, claro.
    Que chatice, assim não dá para discutir 🙁
    Bjs para ti também.

  7. Catarina Fevereiro 8, 2011 at 1:29 pm - Reply

    Nuno, a propósito de dizeres “A água não vai ganhar memória após a conclusão do processo de regulamentação. Não a tinha antes não a vai ter no futuro.” Gostava de te orientar para a Fundação Emoto, conheces o Emoto Project? De um Dr japonês que há muito estuda a capacidade de absorver energias/conceitos e transmiti-los. Não me vou estender aqui em explicações sobre isso mas se não conheces talvez queiras conhecer esses estudos, têm bastante de cientifico, aliás o homem já era investigador antes de se virar para esta vertente. É o Dr Masaru Emoto, é muito interessante e os estudos são cientiicos.

  8. Catarina Fevereiro 8, 2011 at 1:31 pm - Reply

    referia-me á agua… a capacidade da água em absorver e transmitir energias/ conceitos, o Dr Emoto estuda a água 🙂

  9. Catarina Fevereiro 8, 2011 at 1:39 pm - Reply
  10. nuno lemos Fevereiro 8, 2011 at 3:30 pm - Reply

    Boas Catarina
    Ao contrário do que parece o trabalho de Msaru Emoto não é cientifico. E muito longe está ele ou quem quer que seja de provar que a homeopatia funciona ou que a água tem memória. Se me quiseres dizer que a água forma diferentes tipos de cristais se exposta a diferentes condições +por mim excelente. Só significa que ela responde às condições físico-químicvas em que se encontra inserida. Isso não significa que tenha memória e muito menos que absorva conceitos e “energias” (que energias são estas?!!!)
    De qualquer forma é o próprio Masaru Emoto a dizer que os eu trabalho não é cientifico. Por exemplo:
    “Temos apenas um pequeno instituto de investigação privado dificilmente o poderemos chamar de cientifico. Esta é uma das razões pelas quais penso que não serei aceite mesmo que escreva um artigo que possa de facto ser chamado de cientifico. Com certeza, gostaria de ter melhores condições físicas e humanas no futuro. No entanto, este tipo de investigação da água exige somas avultadas de dinheiro para criar condições ideais para investigação e nem toda a gente quer investir nesta área. Neste sentido, não chamaria àquilo que faço de “ciência”. ”
    http://www.masaru-emoto.net/portuguese/portindex.html#1121
    O resto das perguntas e respostas dadas mostra bem o ridículo das crenças e afirmações de Masaru Emoto. Se isto ´+e ciência o Harry Potter ganhou o Nobel da Matemática. lol
    abraço

  11. Catarina Fevereiro 8, 2011 at 11:56 pm - Reply

    Ui… já estou a ver que não conheces o trabalho do homem nem queres conhecer… porque fala em “energias”… E a água não responde a condições fisico-quimicas nenhumas: colocares da mesma água em 2 recipientes iguais e esterilizados, numa escreves “Amo-te” e noutra escreves “odeio-te” e teres a água a formar cristais completamente diferentes (no 1º lindissimos, no 2º horrendos) não é nenhum tipo de reacção fisico-quimica conhecida. É a absorção de uma energia. Qual energia? A do pensamento. A palavra transmite um conceito, conceito esse gerado pela mente humana, e a mente humana funciona com impulsos electro-magnéticos -> esta energia.
    O Dr Emoto nada tem a ver com a Homeopatia, de facto, (e nem eu a defendo que não sei nada dela), apenas me lembrei dos estudos dele por falares na (ausência de..) memória da água. Para quem queira, aqui fica a informação sobre a existência destes trabalhos que tentam comprovar cientificamente (dentro do possivel até agora..) a existência de memória na água, bem como uma grande capacidade de transmissão de energia pela mesma. 😉 As evidências por eles mostradas não deixam de ser fascinantes e mto interessantes. E não sei porque os estudos dele não sejam cientificos, qual é exactamente o PROBLEMA com o método dele? Que exigencias faltam cumprir? PS- O Harry Potter não ganharia o prémio Nobel da matemática, mas o da bruxaria ganhava de certeza – caso existisse 😉

  12. Luís Fevereiro 9, 2011 at 1:03 am - Reply

    Catarina, se quiseres saber sobre “memória da água” lê os trabalhos de Mohamed Mathlouti, que a provou cientificamente e não de forma infudamentada como Emoto. Este biológo testou essa teoria ao nível molecular, no ADN, e chegou a conclusões muito interessantes.

    A memória da água está provada Nuno, mas não as ultradiluições usadas nas homeopatia.

    • nuno lemos Fevereiro 10, 2011 at 12:12 pm - Reply

      Boas Luis
      Escreveste “A memória da água está provada Nuno, mas não as ultradiluições usadas nas homeopatia.”
      É uma pena que estas provas tenham passado completamente despercebidas à ciência que considera a memória da água algo completamente fantasioso.
      abraço

  13. nuno lemos Fevereiro 10, 2011 at 12:11 pm - Reply

    Boas Catarina
    “colocares da mesma água em 2 recipientes iguais e esterilizados, numa escreves “Amo-te” e noutra escreves “odeio-te” e teres a água a formar cristais completamente diferentes (no 1º lindissimos, no 2º horrendos) não é nenhum tipo de reacção fisico-quimica conhecida.”
    Tens razão. Não é nenhum tipo de reacção físico-química. É pura fantasia. De qualquer forma não sabes que tipo de tratamento eles dão à água de forma a obter os diferentes cristais.
    “A palavra transmite um conceito, conceito esse gerado pela mente humana, e a mente humana funciona com impulsos electro-magnéticos -> esta energia.”
    Tu estás a manipular termos de uma forma completamente fantasiosa. Neste caso sugeres que os impulsos electromagnéticos produzidos pelos neurónios são passados através de um conceito escrito num papel e colado à garrafa com água.
    A tua defesa do trabalho do Emoto é como o próprio trabalho do Emoto. Fantasia pura, sem o mínimo de credibilidade. De ciência não tem nada.
    abraço

  14. Catarina Fevereiro 10, 2011 at 6:59 pm - Reply

    Obrigada Luís, vou procurar essa informação 🙂
    Obrigada tb, Nuno pela tua resposta, claro que discordo completamente do que dizes. Mas é notavelmente dificil discutir certos assuntos por causa das diferenças de perspectiva de cada individuo. Aquilo que tu reduzes a fantasia, eu nem entendo como o estás a fazer… são as tais diferenças de perspectiva 🙂 Acho é que a ciência é, até ao momento, incapaz de chegar aos metodos que comprovam a existência de energia “inteligente”, aliás eu chamo-lhe consciente. Mas tal, para mim, não anula a possibilidade da sua existência. É esta, em parte, a minha perspectiva, de onde parto mas as minhas conclusões e crenças.
    Em relação ao tratamento que eles dão á água, que pudesse influir nos resultados, tanto quanto sei não é nenhum. Eles recolhem a água que querem analisar e depois congelam-na. E não. não me vais fazer acreditar que é o processo de congelamento que faz com que a mesma água forme cristais brutalmente diferentes 🙂
    Beijinhos!

    • nuno lemos Fevereiro 11, 2011 at 11:10 am - Reply

      Boas Catarina
      Em primeiro lugar o trabalho de Emoto parecia cientifico (e era-o). Depois lá se chegou à conclusão que de ciência não tem nada. E agora que se sabe não ser cientifico então a ciência não tem métodos capazes de medir a “energia positiva” que tanto falas.
      Depois escreves ” Mas tal, para mim, não anula a possibilidade da sua existência”. Não sei se te deste conta mas tu não falas da possibilidade da sua existência. Tu já sabes que ela existe. Se a ciência o comprovar excelente. Caso contrário é a ciência que não presta. Efectivamente mesmo que a ciência não fosse capaz de explicar o fenómeno seria certamente capaz de avaliar a sua existência. Tirando o Emoto mais ninguêm o fez. Realmente impressionante.
      A única diferença de perspectva que nós temos é que para ti existe. Para mim tem de ter provas e quanto mais espectacular forem as afirmações mais esspectaculares terão de ser as privas a sustentá-la. lol
      abraço

  15. Luís Fevereiro 10, 2011 at 8:34 pm - Reply

    A memória da água não é uma fantasia. O segredo das experiências efectuadas está nos metais e no ADN. Como sabes, os metais fixam-se na cadeia do ADN e provocam alterações na mesma, podem mesmo abrir e fechar uma cadeia específica de ADN. Por exemplo, a prata fixa-se nos pares de base GC e o mercúrio nos AT. Cada sequência funciona com um metal particular. A cadeia do ADN toma formas diversas, específicas, em função do metal que a vai abrir. Sabendo isso, este cientista testou in vitro uma solução aquosa dinamizada com um metal, e verificou que esta fixou-se, abriu e alterou a conformação molecular da cadeia específica de ADN para esse metal. Ela literalmente substitui a estrutura e a função desse metal. Et voilá! As experiências repetidas levaram-no a concluir que a água registava as informações (o conceito de informação ainda é estranho à ciência) daquilo com que esteve em contacto. E isto aconteceu ao mesmo tempo que a descoberta biológica que o ADN transmite informações à distância sem a necessidade de um suporte material.

    Há muito mais a dizer sobre isto, mais experiências que foram efectuadas que comprovam a memória da água. Isto é apenas o fundamental. O problema, a meu ver, é que a memória da água e as ultradiluições homeopáticas vão sempre de mãos dadas quando alguém se debruça no assunto. Não é feita nenhuma diferenciação. Portanto, aos olhos de um cientista céptico (e ignorante na minha perspectiva), se a teoria das diluições é falsa, porque é, então a memória da água também é.

  16. nuno lemos Fevereiro 11, 2011 at 11:17 am - Reply

    O conceito de informação não é estranho à ciência. Na psicologia e biologia evolutiva é bastante usado. Na informática também assim como na mecânica quântica.
    E segundo consta a comunidade cientifica não aceita nem dá crédito à memória da água. De qualquer forma e pelos trabalhos que mencionaste seria bom colocares links para os estudos cientificos em questão. Desta forma poder-se-ia discutir melhor.
    Quando escreves: “E isto aconteceu ao mesmo tempo que a descoberta biológica que o ADN transmite informações à distância sem a necessidade de um suporte material.” estás a falar do quê?
    abraço

  17. Luís Fevereiro 11, 2011 at 2:21 pm - Reply

    Em relação aos estudos não tenho links, apenas livros. Ainda não encontrei nada na net sobre os trabalhos do cientista que referi. Os trabalhos têm mais de 30 anos. Vou procurar melhor depois logo tos envio.

    O conceito de informação é reconhecido mas não inteiramente compreendido. Por exemplo, no cérebro é sabido que as memórias não ficam guardadas num local específico do cérebro. As informações ficam registadas de forma holográfica, estão como que omnipresentemente em todo o sítio e em lugar nenhum ao mesmo tempo. Neste caso, podes concluir que a informação registada não tem um suporte material específico, ela existe devido à complexidade (outroo termo pouco compreendido pela ciência) da estrutura cerebral no seu todo. Quanto aos exemplos que deste: a psicologia só recentemente é considerada uma ciência; na biologia é que este conceito pode ser entendido de forma sistémica mas nem sempre é; quanto à informática, estamos a falar doutra forma de informação pois entramos no domínio da matéria inerte; a mecânica quântica está a revolucionar o paradigma científico, provalvelmente dará no futuro uma visão mais integral deste conceito.

    Em 1972 um físico descobriu que a molécula do ADN transmitia informações à distância, a chamada “respiração do ADN” (breathing DNA) ou faculdade de teleacção. Estes estudos mostraram que as capacidades do ADN em abrir e fechar-se dependiam da natureza das sequências nucleotídicas vizinhas, e que não estavam em contacto directo com ela. Portanto, certas cadeias do ADN alteravam localmente a sua morfologia quando uma molécula se fixava numa certa base do ADN doutra cadeia. Foram feitas experiências em plantas e verificaram-se modificações da ordem topológica do ADN quando a planta sofria um stress local numa sequência nucleotídica específica. Isto gerou grande polémica porque até então não se sabia que o ADN não se matinha estático. A imagem que temos do ADN em dupla hélice corresponde ao estado de repouso dessa molécula. Na França, foi proposto que as informações eram transmitidas por ressonância, pois não havia interferência material. Outra grande polémica! E quando um cientista foi à televisão provar essa teoria a comunidade científica entrou em colapso. Mas depois recompôs-se…

    Na homeopatia a memória da água e às ultradiluições são teorias diferentes. A memória da água é a capacidade desta registar informações. As ultradiluições é a teoria que diz quanto mais diluições fizermos mais potência tem o fármaco.

  18. nuno lemos Fevereiro 12, 2011 at 10:25 am - Reply

    Boas Luís
    A memória da água não está comprovada em lado nenhum. Água dinamizada com elementos metálicos implica a existência de princípio activo nessa água. Logo não é a memória da água que está em causa mas sim as doses do princípio activo. A não ser que quando defendes que a água “foi dinamizada” estás a referir total ausência de p+rincípio activo. Mas nesse caso entras nas super diluições da homeopatia que dizes não serem correctas. Não tens nada na comunidade cientifica que te assegure que a água tem memória (esta teoria tem lógica quando se fala de diluições em que já não está presente o princípio activo!).
    Em segundo lugar, e eu não sou geneticista, pelo que posso estar errado. No entanto a respiração do ADN tem a ver com o facto de não ser uma estrutura estável. Esta instabilidade cria aquilo a que se chamam “bolhas” e locais de instabilidade. Alguns cientistas pensam que sejam necessárias para interagir com enzimas que tem capacidade de manipular o DNA.
    Aqui fica um abstrato
    “Junctions between ssDNA and dsDNA sequences are important in many cellular processes, including DNA replication, transcription, recombination, and repair. Significant transient conformational fluctuations (“DNA breathing”) can occur at these ssDNA–dsDNA junctions. The involvement of such breathing in the mechanisms of macromolecular complexes that operate at these loci is not well understood, in part because these fluctuations have been difficult to measure in a position-specific manner. To address this issue we constructed forked or primer-template DNA constructs with 1 or 2 adjacent 2-aminopurine (2-AP) nucleotide residues (adenine analogues) placed at specific positions on both sides of the ssDNA–dsDNA junction. Unlike canonical DNA bases, 2-AP absorbs, fluoresces, and displays CD spectra at wavelengths >300 nm, where other nucleic acid and protein components are transparent. We used CD and fluorescence spectra and acrylamide quenching of these probes to monitor the extent and nature of DNA breathing of A-T base pairs at specific positions around the ssDNA–dsDNA junction. As expected, spectroscopically measurable unwinding penetrates ≈2 bp into the duplex region of these junctions under physiological conditions for the constructs examined. Surprisingly, we found that 2-AP bases at ssDNA sites directly adjacent to ssDNA–dsDNA junctions are significantly more unstacked than those at more distant ssDNA positions. These local and transient DNA conformations on both sides of ssDNA–dsDNA junctions may serve as specific interaction targets for enzymes that manipulate DNA in the processes of gene expression.”
    http://www.pnas.org/content/106/11/4231.abstract
    Aqui fica outro:
    “While the statistical mechanical description of DNA has a long tradition, renewed interest in DNA melting from a physics perspective is nourished by measurements of the fluctuation dynamics of local denaturation bubbles by single molecule spectroscopy. The dynamical opening of DNA bubbles (DNA breathing) is supposedly crucial for biological functioning during, for instance, transcription initiation and DNA’s interaction with selectively single-stranded DNA binding proteins. Motivated by this, we consider the bubble breathing dynamics in a heteropolymer DNA based on a (2+1)-variable master equation and complementary stochastic Gillespie simulations, providing the bubble size and the position of the bubble along the sequence as a function of time. We utilize new experimental data that independently obtain stacking and hydrogen bonding contributions to DNA stability. We calculate the spectrum of relaxation times and the experimentally measurable autocorrelation function of a fluorophore-quencher tagged basepair, and demonstrate good agreement with fluorescence correlation experiments. A significant dependence of opening probability and waiting time between bubble events on the local DNA sequence is revealed and quantified for a promoter sequence of the T7 phage. The strong dependence on sequence, temperature and salt concentration for the breathing dynamics of DNA found here points at a good potential for nanosensing applications by utilizing short fluorophore-quencher dressed DNA constructs.”
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17237209
    Nem consigo compreender como é que as experiências de ADN provam a memória da água. Isto é uma revelação espectacular. Mais não seja porque passou despercebida a todos os geneticistas. A toda a comunidade cientifica para ser sincero.
    Em segundo lugar nem compreendo como é que a acção à distância é complicada para os cientistas. Pode ser complicado provar que o DNA actua à distância sem intermediários materiais (o próprio ADN é matéria) e os cientistas não comporeendem bem os mecanismos de formação de bolhas (DNA breathing). De qualquer forma a acção à distância não é estranha à ciência: basta pensar na teoria da gravitação universal. Mais distante que isso não há. lolololol
    Relativamente ao conceito de informação: obviamente que a informática, a psicologia ou a mecânica quântica vão dar significados diferentes a esse conceito. A minha resposta serviu unicamente para te mostrar que esse conceito não é estranho nos meios cientificos. É certo que há áreas onde é mais usado e outras menos. Mas, ao contrário do que afirmaste, esse conceito não é estranho à comunidade cientifica.
    abraço

  19. Luís Fevereiro 12, 2011 at 9:45 pm - Reply

    Também não sou geneticista portanto não posso discutir muito sobre o assunto. No entanto, se tens um metal específico que se fixa em zonas específicas do ADN, que abre e fecha sequências nucleotídicas específicas, altera a ordem topológica molecular e a sua conformação, e se uma solução com água que esteve em contacto com esse mesmo metal faz o mesmo, então falta alguma coisa por explicar. Um metal é uma coisa, a água que esteve em contacto com esse metal é outra. Não tem a ver com quantidades, mas com capacidade de registo e transmissão de informações.

    Existe uma panóplia de cientistas que estudaram e defendem a memória da água. Encontrei este texto na na sciencedirect.com:

    «The influence of water activity on initial lysozyme kinetics is studied. Enzyme catalytic capacity exponentially increases with thermodynamical water activity of the reactant medium; this relation seems independent of the chemical structure of the water activity depressors but dependent on the structuration of water molecules they induce.This influence of water organization on initial enzyme activity is immediate and may be preserved even after a large dilution, thus lysozyme presents a “hydration memory” phenomenon. This effect is in accordance with sorption / desorption isotherms, an hysteresis loop being observed.»

    Defendem aqui a diluições. Fizeram também experiências usando campos magnéticos, espectros Ramen-laser, etc. e viram que a água produz alterações moleculares no organismo onde é inserida.

    No mundo da ciência existem provas científicas e aprovação científica. Tens várias equipas de investigação que chegam a resultados iguais (repetição das experiências) e que provam a validade de uma hipótese, mas depois essas experiências não são aceites pela comunidade científica geral. Isto acontece muitas vezes, em particular quando põem em causa alguns princípios pré-estabelecidos. A ciência também tem teorias e não apenas certezas. A teoria do Big Bang, por exemplo, é apenas a teoria em voga, amanhã poderá ser outra. A termodinâmica, pelo contrário, é uma evidência incontestável. Se colocas uma hipótese que entre em contradição com os princípios da termodinâmica mais vales dedicares-te à jardinagem porque não tens futuro no mundo científico.

    PS: reparei que usas muito o LOL (laughing out loud). Tens de alterná-lo com ROFL (rolling on the floor laughing) quando achares que a situação merece algo mais extravagante…

  20. nuno lemos Fevereiro 16, 2011 at 1:44 am - Reply

    Boas Luís
    “Um metal é uma coisa, a água que esteve em contacto com esse metal é outra” a não ser que essa água contenha resíduos desse metal.
    Relativamente à memória da água a comunidade cientifica tem algo a dizer: é uma fraude. Vais encontrar cientistas que defendem a memória da água. Certamente. Mas o que a maioria te diz não é isso. Tu até encontras cientistas que são criacionistas. Mas o que a maioria te diz é que o criacionismo está errado. Não tem sustentação nenhum. Dizem-te o mesmo relativamente à memória da água.
    Relativamente aos excertos que estás a mostrar: não sei se reparaste mas nem sequer fala da memória da água. L~e novamente!
    “e viram que a água produz alterações moleculares no organismo onde é inserida.” Pois. Efectivamente a água tende a produzir alterações no corpo onde é isnerida. A falta de água também.
    “No mundo da ciência existem provas científicas e aprovação científica. Tens várias equipas de investigação que chegam a resultados iguais (repetição das experiências) e que provam a validade de uma hipótese, mas depois essas experiências não são aceites pela comunidade científica geral.”
    Não sei se reparaste mas esta frase é um paradoxo.
    “A ciência também tem teorias e não apenas certezas” sem dúvida. Ninguêm na comunidade cientifica dúvida disso. Agora a água com memória é outra coisa. Essa é uma teoria sem validade.
    Relativamente ao LOL eu coloco como forma de dizer que estou a gostar da conversa!
    abraço

  21. Fernando Neves Fevereiro 16, 2011 at 2:50 pm - Reply

    Tanta Ciência!
    Diz algures na “Lei” que o que está em cima tem semelhanças com o que está em Baixo.
    Diz algures na Lei, 45/2003, que temos uma base filosófica diferente.
    Respeito ambas.
    Desde 1996 que há um duplo arco íris a sinalizar que as águas vão respeitar a “Vontade” e não provocaram “estragos”.
    Parece que está provado que existiu um Diluvio.
    E sabemos de certeza de se não aparecer o “arco íris” haverá lugar a inundações.
    Memória curta a nossa.
    Ainda com toda a Ciência, continuo fascinado com a passagem de TONELADAS de água em cima das nossas cabeças e só vão cair onde bem entendem!.
    E não havendo memória da água, apesar de toda a Ciência, queria ver o que sucederia se as correntes do Oceano Atlântico girassem ao contrário.
    Havia de ser bonito.
    Há que entender que os Homeopatas sabem bem do valor das altas dinamizações, das suas aplicações especificas e naturalmente das suas limitações.
    Isto não invalida de forma alguma que para se chegar a uma alta dinamização tudo começa na “Mãe” que pode e deve ser usada na mesma “medida”, ou seja com os mesmos critérios ponderados de análise duma prescrição Homeopática.
    Não discuto se há ou não a “memória”, mas admito que haja dúvidas quanto ao “termo” utilizado em Homeopatia, para tentar explicar o que se passa.
    Att.
    Fernando Neves

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