Apologia da loucura

Antes de entrar em medicina chinesa estudei enfermagem sem nunca concluir o curso. Depois licenciei-me em MTC e depois ainda decidi tirar uma licenciatura em Medicina Nuclear.

Chamo a atenção para o meu currículo académico por uma simples razão: desejo mostrar ao leitor que tenho alguma experiência social na área da saúde. Experiência, neste caso, ganha com as centenas de profissionais e colegas das diferentes áreas com que lidei ao longo dos anos.

Estagiei em diversos serviços no curso de enfermagem assim como no curso de medicina nuclear. Conheci enfermeiros, médicos, técnicos de medicina nuclear e outros profissionais de saúde enquanto professores, colegas e amigos.

E o mesmo aconteceu na medicina chinesa. Já conheci imensos profissionais enquanto colega, aluno ou professor.

Apologia da loucura: diferenças marcantes

E ao longo destes mais de 10 anos em áreas de saúde pude notar algo particular relativamente à medicina chinesa: nunca conheci uma área da saúde que tivesse uma tão grande concentração de pessoas malucas. Literalmente doidos. E desculpem-me, mais uma vez, pela falta de terminologia técnica, mas tenho de o escrever… completamente alunados.

É uma sorte que não exista nenhum estudo científico sobre a presença de determinadas patologias psiquiátricas nas diferentes profissões de saúde porque nós ficaríamos rapidamente conhecidos como os “malucos do bairro”.

Pude ao longo deste tempo constatar que comportamentos mais estranhos se observavam com maior frequência entre alunos e profissionais de MTC do que noutras profissões de saúde, com excepção de outras terapias complementares que não serão usadas para comparação neste artigo.

Apologia da loucura: crenças escolhem cursos

Em todos os cursos encontrei pessoas que acreditavam em Deus, que tinham uma qualquer forma de religião ou que acreditavam na vida depois da morte. Mas discussões acérrimas sobre a melhor cor de velas para tirar espíritos malignos de casas, uso de drogas e álcool numa madrugada em pleno cemitério para se falar com mortos ou o uso de formas pseudo-acupunturais de exorcismo para se tirarem espíritos malignos duma paciente, só encontrei mesmo nesta área.

Também notei ao longo dos anos que era mais provável ouvir falar de um aluno ou profissional de MTC a ser hospitalizado num hospital psiquiátrico do que do que em qualquer outra área que tivesse habitado como enfermagem ou medicina nuclear.

Na realidade não me lembro de ouvir histórias ou de ter conhecidos profissionais dentro da enfermagem ou da medicina nuclear que tivessem sido hospitalizados. No entanto olhando para as minhas memórias no seio da MTC surgem-me imediatamente vários casos de alunos e colegas que foram hospitalizados. E quando penso nos casos que deveriam ter sido hospitalizados e nunca o foram a diferença é ainda maior.

Posso obviamente estar errado. Os meus dados não são obtidos por fontes independentes nem comprovados de forma objectiva. Foram compilados por mim e armazenados algures no meu cérebro que não é o melhor exemplo de organização. No entanto, por muito tempo que eu passe a pensar neste assunto não consigo chegar a outra conclusão que não seja esta: existe uma maior probabilidade de internamento em serviços psiquiátricos com especialistas de MTC do que com enfermeiros ou técnicos de medicina nuclear.

Os responsáveis pela apologia da loucura

Não creio que a responsável seja a medicina chinesa obviamente. Penso que os responsáveis por estes dados sejam outros factores associados à prática da medicina chinesa no ocidente ou relativamente a crenças ocidentais acerca da mesma.

Já pude notar, ao longo destes anos, que as pessoas que apresentam maiores problemas psiquiátricos a ponto de precisarem estar internadas estão sempre mais associadas a áreas como qi gong e dietética. Relacionado com o gi gong está uma visão mais esotérica do mundo sendo este, na minha leitura, o ponto fundamental.

As ideias que estas pessoas têm da sua prática clínica estão intimamente relacionadas com as suas crenças espirituais, vêm as suas crenças como o fundamento da sua existência, e vivem rodeadas de dogmas religiosos que afectam os seus hábitos de vida, a forma como se relacionam e, dentro da MTC, a forma como lidam com os alimentos.

Apologia da loucura: crenças new age e falta de bom senso

A MTC impregnada das loucuras new age serve de chamariz para todo um conjunto de pessoas cujas crenças esotéricas não se coadunam com as crenças vigentes nas religiões tradicionais nem são acompanhadas pelo melhor que a ciência ocidental tem para oferecer: capacidade de auto-critica e cepticismo informado.

Não raras vezes quando falo sobre o conceito de termos técnicos aos meus alunos e lhes mostro o ridículo daquilo a que se chama “síndromes energéticos” e das “energias que fazem coisas energéticas” ou da ausência de qualquer tipo de ligação entre essas crenças energéticas e o conteúdo da MTC ouço reclamações como “está a tirar a piada toda à coisa”.

A MTC só tem piada quando pudemos tratar os síndromes energéticos do paciente e não quando tratamos os seus sintomas porque isso é demasiadamente materialista. Um reflexo daquilo que nos deixa nauseados… a nossa própria cultura.

Ou seja qualquer desenraizado cultural ou qualquer alucinado religioso pode vir para os meios esquizofrénicos new age que afogam a MTC e rapidamente encontram um meio de cultura rico para as suas fantasias.

Ver energias enquanto se faz qi gong, tratar pessoas à distância com emissões de amor ou tratar fraturas ósseas a pensar em rosas espirituais ou qualquer outro tipo de disparate onde as nossas emoções possam perder-se e o nosso sentido crítico simplesmente não se manifeste.

O substrato da apologia da loucura

Ou seja os meios new age, como qualquer outro tipo de meios religiosos são um substrato excepcional para esquizofrénicos e epilépticos desenvolverem as suas neuroses.

A hipocrisia vigente de não se criticar os outros com base em conceitos democráticos para evitar qualquer tipo de critica, mesmo que válida, torna esta área numa guardiã da fraude e num salvo-conduto para qualquer patologia mental. Na ausência de crítica a alucinação torna-se autoridade para aqueles que nela querem acreditar.

O chamamento de pessoas com um determinado conjunto de crenças de cariz esotérico-religioso, a procura de sentido existencial sem bases lógicas para o fazer e a falta de sentido crítico permite tornar qualquer alucinado num guru, qualquer doente num sábio. É a apologia da loucura.

By |2018-02-05T16:01:30+00:00Fevereiro 24th, 2012|ESOTERISMO|16 Comments

16 Comments

  1. Rosa Março 5, 2012 at 10:29 pm - Reply

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    Olá Nuno
    Antes de mais quero dizer-lhe que admiro o seu trabalho enquanto divulgador da (MTC?) ou (acupuntura?)em Portugal através deste blog, eu própria já adquiri um livro seu e uso-o no meu estudo enquanto aluna de MTC.
    Este artigo deixa-me com algumas dúvidas sobre o seu entendimento da MTC, diria até que tem a mesma visão (espero mesmo estar a exagerar) dos médicos ditos acupuntores que tiram uma pós graduação em acupuntura e usam-na da mesma forma que prescrevem os medicamentos aos seus doentes, isto é, nem olham para o doente (alguns) e segundo os sintomas imediatos vão à sua biblia de acupuntura e dâo-lhe o protocolo que vem no livro, não interessa a história do paciente, e ficam a olhar como um boi a olhar para um palácio se se fala em 5 elementos ou yin e yang porque já nem se lembram disso e na sua memória está catalogado como esotérico, como uma espécie de história de Adão e Eva. Como sabe a MTC não é isto, é uma medicina tradicional e energética, baseada no taoismo, e o Qi Qong faz parte desta MTC, agora a acupuntura não é MTC, é sim uma parte da MTC tal como o Qi Qong.
    Não sei qual foi o objectivo deste artigo, li-o até ao fim mas não consegui alcançar o objectivo a única coisa que percebi é que estava carregadinho de raiva tal como outros artigos seus sobre o mesmo assunto. Parece-me que o Nuno não estará propriamente confortável no papel de terapeuta de MTC, se estivesse compreenderia o Qi Qong que na China sempre foi um dos ramos da MTC, também me parece que ainda tem um bom percurso pela frente para perceber mesmo o que é a MTC, e faz-lhe muita confusão a história das “energias”, porque simplesmente não a entende (ou será que é porque não quer entender) e como não entende chama loucos aos que utilizam no seu trabalho esse tipo de linguagem, que também para si é como se fosse uma língua estrangeira, lá está tudo é loucura quando o nosso entendimento não alcança determinadas coisas. E o que acho mesmo engraçado é que compara alunos de medicina nuclear e enfermagem que são áreas da medicina alopática com alunos de medicina tradicional chinesa, acho mesmo uma comparação de uma pequenez muito grande, é tão ridicula quanto a prática da acupuntura pelos médicos da medicina alopática que tiram uma pós graduação em MTC(?).
    Não pondo em causa o seu mérito enquanto Terapeuta de MTC? ou será de Acupuntura ?, acho que deveria tirar um curso de medicina alopática que me parece ser o próximo curso mais adequado (deveria ter entrado em Medicina e não em enfermagem) para complementar a sua formação enquanto terapeuta de Acupuntura médica/moderna/ ocidental/prescrita como comprimidos…., deixe o Feng Shui, o Taichi etc etc para os terapeutas de MTC.

    Quando não entendemos as coisas que outros fazem e acreditam antes de tentarmos catalogá-los de loucos seria melhor estudar o assunto primeiro e depois respeitar aquilo que os nossos neurónios não alcançam, e mude de vida vá para médico será mais feliz, aí as energias não entram (pensa voçê!)

    Tudo de bom, vou continuar a usar o seu livro e a ler o seu blog nos restantes artigos claro.

    Rosa

    • nuno lemos Março 6, 2012 at 12:07 am - Reply

      Boa noite Rosa
      Fico muito feliz por ter adquirido o meu livro e por estudar por ele. Este ano espero lançar mais alguns livros relevantes que também a poderão ajudar nos seus estudos. O próximo que já deveria ter saído é sobre combinação de pontos e vai ser uma obra relevante para os estudantes e profissionais (espero eu!). Com sorte quando o publicar já será na loja online do blogue.

      Relativamente ao artigo em questão:
      1 – não tem nada de raiva. Pode parecer que sim mas o artigo não tem raiva nenhuma. Não o escrevi com raiva e até usei alguns termos menos técnicos mas mais cómicos como aluado…
      2 – relativamente às energias. Eu não a critico por defender a existência de energias ou fazer afirmações como “Como sabe a MTC não é isto, é uma medicina tradicional e energética, ” porque infelizmente é este tipo de disparates que se ensina no ocidente. Infelizmente os nossos conceitos de medicina energética não são mais que verborreia new age. Se lê os meus artigos certamente encontrará alguns na categoria de “Qi” ou “esoterismo” onde mostro os problemas associados a este tipo de tradução e o erro que ela representa. E se quer compreender o que é a MTC então aconselhava a começar pelos seus termos técnicos. Se falhar aí vai falhar em tudo o resto.
      3 – nunca disse que o qi gong não fazia parte da medicina chinesa (isto não significa que lhe seja dada a mesma atenção obviamente. Nas universidades chinesas de medicina não existem cadeiras de qi gong, por exemplo). afirmei somente que regra geral a maioria dos casos mais psicóticos que tinha conhecido na área preferiam áreas como o qi gong e a dietética.
      4 – não consigo compreender a seguinte afirmação: “Este artigo deixa-me com algumas dúvidas sobre o seu entendimento da MTC, diria até que tem a mesma visão (espero mesmo estar a exagerar) dos médicos ditos acupuntores que tiram uma pós graduação em acupuntura e usam-na da mesma forma que prescrevem os medicamentos aos seus doentes, isto é, nem olham para o doente (alguns) e segundo os sintomas imediatos vão à sua biblia de acupuntura e dâo-lhe o protocolo que vem no livro, não interessa a história do paciente, e ficam a olhar como um boi a olhar para um palácio se se fala em 5 elementos ou yin e yang porque já nem se lembram disso e na sua memória está catalogado como esotérico, como uma espécie de história de Adão e Eva”
      Em primeiro lugar o artigo não abordas o pensamento da MTC. Caso o fizesse não se falava de energias. O artigo fala sobre possíveis razões para se observaram mais casos psiquiátricos na nossa profissão que noutras profissões de saúde. O artigo não fala de 5 elementos nem da teoria yin e yang – assuntos sobre os quais poderá encontrar muita informação neste blogue. O artigo não aborda acupuntura médica, nem formas de se pensar a acupuntura tradicional. O artigo não fala sobre nada disto pelo que esta parte do comentário não consegui compreender minimamente.
      5 – depois escreveu “Parece-me que o Nuno não estará propriamente confortável no papel de terapeuta de MTC,” Tem mesmo lógica fazer esta afirmação ao autor deste blogue?
      6 – relativamente ao objectivo do artigo é bastante simples: chamar a atenção que existem caracteristicas na nossa área que chamam a atenção de detrminadas pessoas ou ajudam a estimular um determinado conjuntod e problemas psiquicos noutras. E sim é uma critica á nossa área.
      7 – e não é um artigo contra o qi gong. Não me oponho ao qi gong e não coloco em causa os seus beneficios para a saúde humana.
      8 – porque não comparar medicina nuclear, enfermagem e medicina chinesa. Não são ambas áreas de saúde? A medicina nuclear representa uma revolução do pensamento humano na área da medicina, a enfermagem é uma profissão que surge em consequência de pressão histórico-sociais. São coisas completamente diferentes. Porque fazer necessariamente essa separação simplista de áreas de “medicina alopática” e medicina chinesa? Se lesse o meu artigo com mais atenção, em particular, quando menciono o desenraizamento cultural talvez percebesse o que quero dizer.
      9 – não consigo compreender o seu conselho para ir tirar medicina e muito menos os constantes ataques à medicina e acupuntura médica que nada tem a ver com este artigo. E sinceramente quanto à afirmação para eu ir “complementar a sua formação enquanto terapeuta de Acupuntura médica/moderna/ ocidental/prescrita como comprimidos…., ” só posso aconselhar mais umas horas valentes de artigos neste blogue. Vai ver que tanto gosto de acupuntura cientifica como acupuntura tradicional chinesa.
      abraço

      • Rosa Março 6, 2012 at 4:13 pm - Reply

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        OLá Nuno

        A minha resposta ao seu arttigo foi na sequência de vários artigos que já escreveu à volta do mesmo tema, MTC versus energias, esoterismos e afins.
        O artigo que escreveu com as brilhantes conclusões sobre os terapeutas de MTC (onde está incluido?) foi processado na sua cabeça sem qualquer validade estatistica ou cientifica, e acho estranho como é que uma pessoa tão técnica e tão virado para o cientificamente comprovado escreve um artigo baseado em conclusões absolutamente subjectivas e toldadas por preconceitos processadas num laboratório chamado cérebro do Nuno Lemos.
        Mas adiante, o que eu proponho é que pare de “bater no ceguinho” porque vai começar a desgastar a energia do seu Baço ou será do seu elemento terra (isto é um pouco esotérico mas em qualquer cadeira de enfermagem ou medicina nuclear o elemento terra é tratado bem como o yin e o yang, o wei Qi, o jing….e claro as entidades viscerais … o shen… qualquer curso de medicina em Portugal trata estes conceitos cientificamente comprovados. Já agora como tudo é medicina diga-me por favor onde tirou o curso de MTC reconhecido pelo Ministério da Educação para eu também tirar o meu porque infelizmente o meu não é reconhecido porque trata-se de uma medicina um pouco excêntrica com conceitos muito esotéricos e só começou a ser mais ou menos aceite porque as pessoas desesperadas começaram a recorrer a ela e por incrível que pareça deu resultado.
        O Nuno é uma pessoa bastante inteligente, simplesmente nasceu num meio social e intelectual que lhe atrofia o pensamento, mas esqueça a opinião da sua família e dos seus amigos sobre o que chama “esoterismo” e pesquise alguma coisa e leia os clássicos da MTC, porque vê-se que está desesperado por fazê-lo, só uma pessoa sedenta de saber sobre estes assuntos escreve recorrentemente artigos sobre o assunto.
        Já agora estou mesmo muito curiosa sobre como chegou à MTC? como decidiu tirar o curso? porque é terapeuta? E porque é que ao mesmo tempo tem uma visão tão distorcida da realidade absoluta de que o mundo em que vivemos e o universo não é mais do que energia em diferentes estados e é apenas o resultado da energia do pensamento de todos nós? Digo-lhe nem sabe o que está a perder, deixava de se preocupar com a concorrência em MTC, na reforma, nos terapeutas que fazem tratamentos baratos e depois estragam a carreira aos outros velhotes do ramo, começava a trabalhar menos e a viver mais… mas depois era uma chatice para a sua família porque começava a dedicar-se ao estudo de outras matérias um pouco menos cientificamente comprovadas e lá se ia o prestigio e a imagem…

        Tudo de bom.

        • nuno lemos Março 7, 2012 at 10:21 am - Reply

          Boas Rosa

          A única parte do teu comentário que tem alguma coisa a ver com o artigo foi quando escreveste
          “O artigo que escreveu com as brilhantes conclusões sobre os terapeutas de MTC (onde está incluido?) foi processado na sua cabeça sem qualquer validade estatistica ou cientifica, ”
          O que basicamente foi o que eu escrevi no artigo:
          “Posso obviamente estar errado. Os meus dados não são obtidos por fontes independentes nem comprovados de forma objectiva. Foram compilados por mim e armazenados algures no meu cérebro que não é o melhor exemplo de organização.”
          E posso estar errado. Não deixo essa hipótese de lado. Mas cada vez que me começo a lembrar de exemplos surge claramente um muito maior número de casos dentro da medicina chinesa do que dentro de outras áreas da saúde.
          Quando escreves:
          “A minha resposta ao seu arttigo foi na sequência de vários artigos que já escreveu à volta do mesmo tema, MTC versus energias, esoterismos e afins.”
          já escrevi muitos artigos diferentes. Se pretendes fazer uma critica a todos neste artigo que nada tem a ver com a maioria dos outros então vais estar a fazer comentários sem nexo. Efectivamente ainda não conseguiste criticar nada de útil no artigo: falta de auto-critica dentro da área, conceitos esotéricos sem nexo, crenças religiosas misturadas com conceitos médicos, etc….
          Inclusivamente usei alguns exemplos no artigo que não te dignaste a comentar.
          E depois queres fazer uma comparação de termos técnicos chineses com termos esotéricos e metes tudo no mesmo saco? Isto não tem lógica nenhuma. Desde quando Qi, Shen ou Wei Qi são tratados como conceitos esotéricos na MTC? E qual a lógica das tuas questões sobre onde tirei o curso reconhecido? Pensas mesmo que o não reconhecimento do curso implica o esoterismo do mesmo?
          E quanto à tua leitura psicológica ela é simplesmente triste. Espero não te ofender mas se o teu jeito para a MTC é o mesmo que para as tuas leituras psicológicas seria melhor procurares outra área. Tens a certeza que querias mesmo escrever:
          “simplesmente nasceu num meio social e intelectual que lhe atrofia o pensamento, mas esqueça a opinião da sua família e dos seus amigos sobre o que chama “esoterismo” e pesquise alguma coisa e leia os clássicos da MTC, porque vê-se que está desesperado por fazê-lo, só uma pessoa sedenta de saber sobre estes assuntos escreve recorrentemente artigos sobre o assunto.”
          O que sabes sobre as crenças da minha família? Ler clássicos? Quais é que me queres aconselhar? Talvez algum que defenda disparates energéticos. Esse eu gostaria de ler!
          E achas mesmo que as tuas questões finais tem lógica face ao que está escrito no artigo? e já agora gostava que me disseses que realidade absoluta é essa! Ou então esquece esta parte e foca-te somente no artigo e em algumas questões:
          1 – conheces muitos exemplos dentro da MN ou enfermagem de profissionais que decidem começar aos socos a idosas para lhe tirar espíritos em vez de fazerem os tratamentos que deveriam?
          2 – conheces muitos enfermeiros ou técnicos de MN que num ano só comam cozidos porque tiram a energia correcta dos alimentos e no ano seguinte só comam crus e assim sucessivamente até perderem a noção da realidade?
          3 – conheces muitos técnicos de MN oui enfermeiros que percam parte do seu tempo clinico com patacuadas com pendulos e casntorias à volta do paciente e em conselhos de como libertar espiritos da casa?
          4 – e já agora consegues fazer a conta de quantos profissionais ou alunos foram hospitalizados ou passaram por sérios problemas psiquiátricos no teu tempo de contacto com cada uma das profissões?
          5 – não achas estranho que a maioria das pessoas que passam por isto são pessoas com baixo indice de formação científica e regra geral os seus campos favoritos são o qi gong e a dietética?
          6 – e quantos estão sistematicamente envolvidos em drogas para de madrugada falarem com mortos ou acharem que podem falar com cristo?
          As minhas conclusões podem estar biasadas mas face ao que me lembro e aos dados que fui compilando ao longo dos anos tenho fundamento mais que suficiente para escrever este artigo.
          E já quais as caracteristicas que a nossa área tem que possam provocar este fenómeno? Achas que a alta componente esotérica, que nada tem a ver com a MTC pode ter alguma coisa a ver?

          A tua parte final do comentário nem tem forma de ser descrita. Em primeiro lugar a forma como minimizaste problemas sociais com que os acupuntores se deparam hoje em dia é ridícula, em segundo lugar não tem nada a ver com o conteúdo do artigo.
          E as referências à minha família marcam um limite que eu não costumo admitir em conversas. Mesmo que queiras fazer provocações inconsequentes sem qq tipo de relação com o artigo agradecia muito que não voltasses a fazer provocações relativamente à minha família.
          abraço

          • Rosa Março 7, 2012 at 11:43 am

            your message

            Olá Nuno

            Quando eu falo no seu meio familiar não é no sentido estrito, não conheço a sua família e não tenho qualquer opinião positiva ou negativa sobre ela, falei em sentido lato. A família de todos nós influencia-nos mais do que aquilo que julgamos e a maioria de nós achamo-nos intelectualmente livres e como muito sentido crítico mas no fundo pensamos exatamente como os mesmos pradrões dos nossos pais e amigos e por vezes é dificil largar esse tipo de padrões, e como o Nuno é tão fechado a terapias como por exemplo a homeopatia (reconhecida pela OMS) etc e tão reticente em fazer pesquisas sobre terapias energéticas eu na minha perspectiva (o subjectivismo também é um direito meu) acho que há mais de pré-conceitos na sua cabeça do que propriamente raciocinio lógico.
            Eu não vou fazer comentários à lista do seu artigo com exemplos de pessoas da MTC que “não batem bem da cabeça” porque, como afirma, foi filtrado no seu cérebro e isso para mim tem validade nula, malucos há-os em todas as áreas e acredito que médicos e enfermeiros frustrados e patologicamente malucos devem ser às toneladas principalmente enfermeiros frustrados que não entraram em medicina e médicos frustrados que só são médicos porque não têm que se preocupar em arranjar clientes, ganham bem e fizeram o jeitinho aos pais .
            Eu acho a MTC muito esotérica, e como eu costumo dizer “muito à frente”. Um dos conceitos que eu adoro em MTC são as entidades viscerais, o Shen ou espirito, que se divide em vários Shen’s, e o meu preferido é o Hun, chamado de alma etérea, para quem não sabe, trata-se da alma (penso que energética porque não se vê) que entra no corpo quando nascemos e deixa o corpo quando morremos (que não morre), ela habita no sangue do fígado (isto é mesmo muito à frente), e durante a noite se não estiver bem enraizada sai do corpo durante o nosso sono e viaja pelo quarto, pela nossa rua etc etc….. daqui a pouco estamos numa sessão espiríta ehehehe . Sinceramente quando eu aprendi isto fiquei de boca aberta a olhar para o professor e pensei então mas isto é MTC???? Esoterismo? Naaaaaaaa!!! Muitos conceitos cientificamente comprovados eheheh e o mais fantástico de tudo é que existe um ponto na zona dorsal no chamado meridiano da bexiga (mas estávamos a falar do fígado??????) que restabelece o equilíbrio energético do fígado e resolve o problema do Hun e das insónias ehehehe (tudo comprovado cientificamente).
            Adoro a parte do “sangue do fígado”, se este estagnar estamos propensos às insónias e muitos sonhos, por isso temos que pôr este sangue em movimento. Outro conceito lindo é que a nossa força de vontade vem do Rim, se eu tiver um Rim energéticamente(?) ou o órgão em si? em equilibrio eu sou uma pessoa com muita força de vontade, mas se entretanto ganhar pedra no rim eheheh, passo a ser uma pessoa que nem lhe apetece levantar da cama de manhã… há que tonificar o rim para resolver isto…. então mas espere, a força de vontade não é do nosso cérebro? e não se trata com uns antidepressivos? para a MTCé o nosso rim que fica na parte inferior do corpo que nos leva a ter força de vontade, bem longe do nosso cérebro, isto também está comprovado pela comunidade cientifica.
            O nosso baço gere a nossa capacidade de raciocínio, memória para estudar, por isso há que tonificar o baço e nada de ampolas para o cérebro, isto também está comprovado cientificamente.
            Eu venho de uma área profissional que não pertence à saúde, trabalhava em áreas muito sérias (ehehehe), matemáticas e lógicas e digo-lhe que foi no início um pouco difícil compreender estes conceitos da MTC, mas não os rejeitei tentei foi compreendê-los e agora fazem bastante sentido.

            Vou ficar por aqui, o que pretendi com esta minha resposta foi mostrar que para mim a MTC é bastante … como direi, estranha, com conceitos muito mas muito diferentes daquilo que aprendemos na escola do nosso mundo ocidental em que tudo são verdades cientificamente comprovadas até prova em contrário.

            A MTC ainda não é ensinada nas escolas do ministério da educação e não será nas próximas décadas. Na Europa ou EUA também dúvido que venha a ser, tudo porque “é muito à frente” para a comunidade ocidental e científica. Para a maioria das pessoas funciona como placebo, não há provas cientificas de que funcione realmente, tal como a homeopatia e outras terapias energéticas é reconhecida pela OMS como uma terapia não convencional, complementar que provoca bem estar e ajuda a resolver alguns problemas de saúde mas jamais será equiparada à medicina.
            Tal como outras terapias a MTC está para ser regulamentada em Portugal, se fosse considerada cientificamente válida já há muito que era praticada nos centros de saúde porque em termos de custos iria reduzir drásticamente os mesmos e ao mesmo tempo trataria com muita eficácia doenças que a medicina alopática não dá resposta.

            Tudo de bom Nuno, continue a publicar sebentas para a malta que é estudante desta área estranha/esotérica mas que ajuda tanta gente a viver melhor fisica, mental e emocionalmente.

          • nuno lemos Março 7, 2012 at 2:47 pm

            Boas Rosa

            Apesar deste teu comentário continuar a não ter mito a ver com o artigo acho que chamaste a atenção para vários assuntos relevantes:
            Dois deles vou responder neste comentário e os outros, devido à sua complexidade vou responder num artigo especifico que estou a preparar.
            Nesta segunda parte do comentário vou abordar:
            1 – o problema do esoterismo em MTC e da importância de compreender a cultura em que a MTC se desenvolveu
            2 – o problema da compreensão dos termos técnicos da MTC dando atenção a dois pontos: (1) a tradução da do termo sem mutilar o seu significado e (2) a compreensão da evolução histórica do conceito.
            3 – finalmente vou falar um pouco sobre a literatura cientifica na acupuntura e na homeopatia ou de outras supostas terapêuticas energéticas (porquê energéticas? Se me conseguires explicar o termo ficava muito feliz!).
            O que te posso dizer relativamente ao que escreveste é que não só não conheces a evolução histórica dos conceitos usados em MTC, como não conheces os próprios termos, não tens noção de como se pensa a MTC, não tens noção que a ideia de MTC no ocidente não tem muito a ver com a MTC da china e muito menos noção dos problemas científicos ou da literatura cientifica existente relativamente à acupuntura e à homeopatia. Infelizmente nem sequer tens noção do que são essas energias ou terapêuticas energéticas que tanto defendes (não tem problema. Ninguêm sabe mesmo o que são essas energias!).
            Não escrevo isto para te ofender mas tão somente para chamar a atenção que vou mostrar onde erraste nas várias partes do teu comentário.

            Relativamente à parte do teu comentário que vou responder agora posso dividi-la em duas partes:
            1 – resposta à critica de ser fechado a terapêuticas energéticas e homeopatia e coisas do género.
            2 – a existência de profissionais doutras áreas com problemas psiquiátricos.

            1 – em primeiro lugar eu não sou reticente em fazer investigação em terapias energéticas. Na realidade se leres os artigos do blogue vais ver que é exactamente o contrário. E não sou fechado à homeopatia ou a qualquer outra forma de terapia energética. Mas enquanto as provas a favor das mesmas forem nulas, enquanto os seus discursos não forem mais que manipulações grotescas de termos cientificos (ou termos de MTC) e enquanto tudo não para de ser uma fraude eu obviamente vou-me opor. Tão simples quanto isso.
            E isto não significa ser fechado a nada. Quanto se provar que a medicina quântica funciona eu vou aceitar e quando se provar o mecanismo pelo qual a água tem memória e se provar que a homeopatia realmente funciona eu vou aceitar.
            Enquanto essas áreas funcionarem à base da ingenuidade e ignorância científicas, enquanto essas áreas continuarem a demonstrar a inexistência de efeitos clinicos visiveis, então eu não vou aceitá-las. Chama-se a isto usar cepticismo.
            Repara que se eu te disser que falo com espíritos e o espírito diz para tu me dares os teus próximos 10 ordenados tu vais ser céptica. decerto vais pensar que vais querer mais alguma prova para garantires que realmente tens de me dar os teus 10 ordenados.
            Então porque não usar esse mesmo cepticismo para avaliar outras afirmações? E porque aceitar afirmações declaradamente falsas com base numa suposta abertura de espírito, sem qualquer tipo de contestação? Muitos religiosos fazem isso e nós chamamos-lhe fundamentalistas!
            E desde quando é que usar cepticismo para derrubar alegações feitas contra a homeopatia ou outras medicinas energéticas é pre-conceito e falta de raciocinio lógico? Quanto muito podes acusar-me de ser muito racional mas dificilmente me podes acusar do contrário.
            De qualquer forma gostaria que me indicasses um artigo onde critico a homeopatia ou outra terapia energética que seja baseado em pre-conceitos e não em raciocinio lógico. Vou gostar de ler esse artigo.

            2 – É evidente que existem médicos, enfermeiros e todo um conjunto de pessoas nas mais variadas classes profissionais que tem problemas psicológicos. A minha mãe foi enefermeira a vida toda e volta e meia falava-se de casos.
            Nunca afirmei que determinadas classes profissionais eram isentas de problemas psicológicos ou que a profissão era o principal factor de doenças psiquiátricas.
            O que afirmei, e é completamente diferente, é que noto um aumento de hospitalizações em serviços psiquiátricos e observo comportamentos muito mais anómalos dentro do mundo da MTC do que fora dele. E mesmo dentro do mundo da MTC noto que regra geral essas pessoas tem pensamentos tipicamente religiosos… e escolhem áreas como qi gong e dietética.
            Isto não é uma certeza absoluta, obviamente. Mas efectivamente é algo que eu noto com alguma frequência na nossa área ao contrário das outras. A minha ideia pode ser enviesada mas efectivamente é válida na medida que tenho uma experiência social nestas áreas que tu não tens. Mas sem dúvida que fazer um estudo sobre o fenómeno seria interessante.

            abraço

  2. Rita Março 6, 2012 at 12:17 am - Reply

    Boa noite Caro Colega!!
    Antes de mais, um pequeno exercício de imaginação…
    Estou em pé, a sorrir, a bater palmas entusiasticamente!!! Agora uma vénia!!!
    Que saudades que eu tinha de te ler assim!!!
    Só há uma frase capaz de descrever este teu “desabafo”:
    GANDA TEXTO!!!!!
    Parabéns, bjs e abraços,
    Rita

    • nuno lemos Março 6, 2012 at 3:12 pm - Reply

      Depois de ler este comentário ainda tive de ir reler o artigo. bolas… hehehehe
      algo me diz que este comentário foi parar à lista de testemunhos do blogue. hehehehe
      jinhos

  3. marco basso Março 6, 2012 at 4:23 am - Reply

    Ganda maluco pá!
    Será que você surtou de vez, hehehehe.
    Brincadeiras, todos nós temos nossas neuroses, talvez por você ser acupunturistas você veja tanta loucura porque vives a acupuntura, penso que te conheço um pouco e tua cara não engana, hehehehe.
    Somos todos loucos seja por agulhas ou para esperar as agulhas, agora que está conversa é de loucos isso não tenha dúvidas porque já não tem pé e nem cabeça, nem eu sei mais o que escrever, um grande abraço deste teu amigo Marco Basso.

  4. Rui Morais Março 6, 2012 at 12:11 pm - Reply

    Carissimo Nuno,
    deduzo que ao longo destes anos nao tem olhado muito bem para os seus colegas, amigos, alunos, profissionais que tem acompanhado, para tirar uma conclusão brilhante como essa, é sinal que tem andado com os olhos bem fechados ao longo deste seu caminho, nao vale a pena divagar sobre se esta medicina é ou nao energetica ou o que é Energia, ou afinal de contas o que isso é. Nao me interessa se não é crente em Deus, ou numa qualquer crença vinda do ALem ou do Aquem, apenas fico preplexo com as suas palavras neste ponto, o negar constantemente a base da Medicina Chinesa, que é de facto a Energia, aquela que não se vê. Ponto final, não ha volta a dar, podem evoluir as tecnologias mas a Energia nunca se vai poder ver, pelos menos nos seculos mais proximos. Colocando de parte a minha opiniao pessoal, como dizia o que me poe preplexo é um professor de Medicina Chinesa ou Acupunctor, ou lá como queira auto intitular-se, negar as suas bases, por algum tempo considerei-o, (no Passado , claro, Hoje já não, felizmente!!!), alguem que percebia o que dizia e que realmente valia a pena dar algum desconto nos seus comentarios, tendo em conta a lado tecnico que havia. Ate que com o passar do tempo apercebi-me que aquilo que se passa com o Nuno é ser alguem que sofre de uma frustração tremenda por não ter conseguido ser medico de Medicina Convencional e entao tentou agarrar-se á enfermagem, depois por qualquer razao teve de desistir, e encontrou a Medicina Chinesa, agora é a Medicina Nuclear, e nao parara por aqui, o que eu ate acho bem, porque quem tem problemas existenciais, deve continuar na busca de uma identidade propria, ate a encontrar. Por tal este seu texto embora como tantos outros nao faça sentido, numa coisa concordo, o Nuno tem olhado para os outros como se olhasse para si mesmo, dai achar que os profissionais de Acupunctura e afins é tudo farinha do mesmo saco e ja que gosta tanto de comprovaçoes e evidencias cientificas porque nao se oferece de cobaia a um cientista para que estudem o seu comportamento animal , e quem sabe o ajudem a auto descobrir-se e a encontrar um raciocinio e ver que se calhar em lugar de estupidificaçoes com que nos presenteia quase diariamente, se poderá vir a ganhar um excelente medico de M. Convencional, va siga o seu destino ainda esta a tempo, va para a faculdade e faça o favor de nos deixar em paz com as nossas loucuras e siga o seu incoerente destino. Aproveito para dizer que de tantos loucos e criminosos que por ai existem, por curioso que pareça, nenhum deles tanto quanto sei frequentou qualquer curso de terapias não convencionais, mas eles andam por ai, e nao nos largam. Se nao percebeu o que eu quis dizer com este texto, ou entao como é seu normal enumerar as respostas o dar o dito por nao dito, ah e tal, o que eu queria dizer nao era isso, era nao sei quê, resume-se a estas palavras. O texto por si escrito mais do que a ninguem adequa-se totalmente a si. Embrulhe-se dentro dele, e envie-se a si mesmo para um planeta qualquer mas por favor, bem longe de nos, que lhe ficaremos imensamente e eternamente gratos. Nao se dê ao trabalho de me responder porque eu nao vou perder o meu precioso tempo a esperar. Obrigado

  5. Rita Março 7, 2012 at 12:39 am - Reply

    Pois é Nuno mas, ao que parece, só eu é que gostei 🙂

    Eu acho que foi porque só eu é que compreendi o que quiseste dizer lololol

    Eu, que tirei o curso na concorrência e por isso posso falar à vontade, no início da minha 1ª aula, o meu Mestre-Mor disse “Este curso atrai muitas pessoas ligadas ao misticismo, pela ideia errada que a MTC é algo de esotérico. Se é por isso que aqui estão, podem sair. A MTC não tem nada de místico-mágico.”

    No princípio não percebi o porquê daquele aviso mas, quanto mais colegas conhecia, mais percebia que fazia todo o sentido. A quantidade de pessoas que se perdiam na escolha da cor da marquesa, por questões energéticas, era assustadora. Claro que essas eram as pessoas que tinham mais dificuldade em compreender a lógica da MTC.

    Claro que a definição de loucura varia conforme o contexto e, apesar do Nuno não ter querido opinar sobre outras “Medicinas Alternativas”, outras há que atraem ainda mais este tipo de pessoas.

    Aliás, o único caso que conheço que merecia um internamento imediato, não é da nossa área 🙂 Quem será?? lolololol

    Bjs,

    Rita

    • nuno lemos Março 7, 2012 at 10:24 am - Reply

      Isso não é verdade. Conheço uma série de pessoas que gostaram do artigo. Simplesmente não o vem cá escrever. lololol
      De qualquer forma a tua opinião conta sempre mais. lolololol
      De resto já estava à espera de encontrar leitores que ficariam mais ofendidos. Só de pensar que o qi gong em vez de ser usado como uma ferramenta terapêutica é, na maioria das vezes, usado como um íman para futuras psicoses deixa muitos ofendidos. lolol
      jinhos

  6. Duarte Ramada Curto Março 9, 2012 at 9:23 pm - Reply

    Nuno Lemos: 5

    Rosa: 0

    Que maravilha, deviam-se fazer battles destas ao vivo para entreter as pessoas.
    Obrigado aos 2 por tão divertido diálogo.

  7. Solange Gonçalves Março 9, 2012 at 10:48 pm - Reply

    Ufa!!! O que foi isso????
    Isso é o que chamo de “loucura”!! rs rs
    Por pura inocência comecei a ler a matéria e logo me ví envolvida em um debate onde visivelmente uma das partes nao entendia nada do que o outro falava… foi divertido.. me desculpa Nuno, mas foi divertido rs rs
    Assino embaixo de tudo que os amigos disseram e te parabenizo pelas palavras.
    Nao sei voces, mas aqui no Brasil eu trataria o Gan desta pessoa rs rs
    Tenham uma ótima noite.

    Beijos, Solange

  8. Soraia Santos Março 10, 2012 at 12:07 am - Reply

    Olá, não podia deixar de comentar isto 🙂
    Primeiro acho que o Nuno tem a total razão a quantidade de pessoal que mistura tudo nestas áreas é brutal! Eu convivi com alguns e para mim é a principal é causa de ainda não termos regulamentação!
    Aprecio o trabalho que o Nuno tem vindo a desenvolver para manter a acupunctura uma área séria e não uma área esotérica.
    Eu acho piada a estas coisas!!!! Falar de entidades viscerais, etc, por acaso já falaram com os chineses sobre isto?
    Se dissessem que a MTC era esotérica eles riam-se na vossa cara! Só porque vem de uma cultura diferente, pronto já é new age, esotérica uhuhuhuuh!!!!
    No meu primeiro ano de curso éramos 30 e acabamos +/- 15 sabem porquê? Porque não falamos em esoterismo e afinal até queríamos tornar o mais sério e profissional possível.
    Eu percebi porque o Nuno referiu o seu passado na área da saúde (corrije-me se estou errada) porque acha relevante ter convívio e experiência com outros profissionais de saúde e o facto de ter tido experiência na área de saúde pode ter-lhe dado um know-how na prática diária de MTC. Na china também as duas áreas com “convivem” no mesmo edifício e em parceria?
    PS. Tenho algum conhecimento sobre entidades viscerais a minha monografia de curso foi sobre entidades viscerais e a minha conclusão não foi nada esotérica…

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